Curitiba terá 120 km de fiação subterrânea em projeto bilionário
Protocolo com o BNDES prevê estudos para parceria público-privada e 1,2 bilhão em infraestrutura urbana
Curitiba vai implantar 120 quilômetros de redes subterrâneas de energia elétrica e telecomunicações em projeto de modernização da infraestrutura urbana, que teve protocolo de intenções firmado nesta terça-feira e prevê investimento de R$ 1,2 bilhão.
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Estudos vão estruturar parceria público-privada
A iniciativa inclui também a substituição de cabos aéreos antigos e começa pela etapa de estruturação, que vai avaliar aspectos técnicos, econômico-financeiros, jurídicos e regulatórios para definir o modelo mais adequado.
Curitiba será a primeira cidade do país a contratar estudos de viabilidade para a estruturação de uma Parceria Público-Privada desse tipo. O desenho do projeto deve começar em novembro, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o movimento recoloca a capital paranaense em posição de destaque na transformação urbana.
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É uma mudança estruturante na cidade, uma novidade que coloca Curitiba novamente na vanguarda. A partir daqui vamos desenhar um marco regulatório; nosso secretário de Finanças já está atento às implicações jurídicas. É preciso dar segurança jurídica e abrir caminhos para ajudar a cofinanciar o investimento, resolver o problema jurídico e construir um marco regulatório nacional.
Segurança e redução de riscos com redes enterradas
Além de mudar a paisagem urbana, enterrar os fios tem como foco reduzir riscos de acidentes, incêndios e furtos de cabos. As redes subterrâneas também ficam protegidas de eventos climáticos adversos, que podem causar interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Para o conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), Rafael Pussoli, a medida representa ganho direto em segurança para quem circula pela cidade.
Um cabo solto pode machucar e levar a óbito. Nós temos um trabalho muito forte para que haja mais segurança para as pessoas. Está tendo muito furto de cabo e eles ficam soltos, e isso pode ser fatal. Acho que o maior benefício é a segurança dos transeuntes, ciclistas e motociclistas, principalmente, e também o aspecto estético.
Mais ônibus elétricos e eletropostos na capital
Durante a mesma cerimônia, prefeitura e BNDES confirmaram a compra de novos ônibus elétricos para o transporte coletivo de Curitiba, com recursos do banco de fomento.
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A parceria prevê investimento de quase R$ 4 bilhões em 15 anos para renovar a frota e implantar eletroposto público na cidade. O edital para contratação dos veículos já foi publicado pela administração municipal na última semana.
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