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Delegado detalha ferimentos e armas em caso de família morta no Água Verde

Investigação apura dinâmica das mortes no apartamento em Curitiba e analisa facas com vestígios de sangue

3 min

26/08/2026 08:02 • Atualizado há 4 dias

O delegado Ivo Viana, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), detalhou os ferimentos, a posição dos corpos e as armas apreendidas no apartamento da Rua Guilherme Pugsley onde a família Furuyama foi encontrada morta, na tarde desta terça-feira (25), no bairro Água Verde, em Curitiba.

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A família era formada por Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, Marcos Furuyama, de 50, e Rafael Furuyama, de 21. Segundo Viana, os policiais localizaram três corpos dentro do imóvel, com marcas de golpes de arma branca, distribuídos em dois cômodos diferentes do apartamento.

Corpos em dois cômodos do apartamento

De acordo com o delegado, duas vítimas estavam em um cômodo e a terceira em outro ambiente do imóvel. “São três pessoas em óbito, duas em um cômodo e uma outra pessoa em um segundo cômodo. Os três tinham ferimentos no corpo compatíveis com arma branca”, ao Bora PR.

Viana explicou que as lesões se concentraram em regiões vitais.

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“A perícia já mostrou onde exatamente foram os cortes, aproximadamente quantas facadas. A gente tem informação, por exemplo, que o menino teria um corte na região do abdômen. Então, a maioria deles foi ferimentos na região do abdômen, na parte do peito. Alguns ferimentos superficiais nas costas. São ferimentos variados, mais de um, todos eles têm mais de uma perfuração”, afirmou.

Facas apreendidas tinham vestígios de sangue

No local, a equipe recolheu duas armas brancas que podem ter sido usadas no crime. “Todos eles com ferimentos compatíveis com arma branca. Foram recolhidas, inclusive, duas armas brancas: uma faca e um punhal, um canivete, que tinham alguns vestígios de sangue, mas agora a gente vai ter que submeter isso a uma análise e perícia para ver de quem é o sangue que está nessas armas”, explicou o delegado.

Viana relatou ainda que havia um cachorro no apartamento. “Tinha o cachorro, que estava no cômodo externo na sala. A porta do corredor estava fechada, não fechada com a chave, mas estava encostada. Nesse momento que foi aberto essa porta, o cachorro acabou adentrando no outro ambiente também”, contou.

Imagens e depoimentos vão auxiliar investigação

O delegado afirma que ainda é cedo para definir a dinâmica das mortes dentro do apartamento. “É muito cedo ainda para a gente adiantar como os fatos aconteceram dentro do imóvel”, disse.

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Ele informou que a polícia vai buscar imagens de câmeras de segurança, além de ouvir moradores e pessoas próximas à família. “A gente vai buscar as câmeras de monitoramento, verificar quem acessou o apartamento nos últimos dias, também entrevistar e tomar o depoimento de moradores do condomínio aqui, de pessoas da relação, da família, para entender o que aconteceu ali”, declarou.

Viana acrescentou que a investigação analisa informações repassadas de forma informal. “A gente não descarta. São informações que chegaram ao nosso conhecimento, mas elas são informais. A gente precisa consultar, verificar se isso de fato procede, para a gente ir montando ali o arcabouço probatório e verificar se isso pode ter ou não relação com o episódio”, concluiu.

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Delegado detalha ferimentos e armas em caso de família morta no Água Verde