Dona de agência é presa por suspeita de golpe com pacotes de viagem em PG
Segundo a PCPR, ao menos 20 clientes tiveram prejuízo após pagar por viagens que não teriam sido reservadas
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu preventivamente uma mulher de 45 anos, proprietária de uma agência de viagens em Ponta Grossa, investigada por suspeita de aplicar golpes na venda de pacotes turísticos.
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Segundo a polícia, ao menos 20 pessoas já foram identificadas como vítimas. O prejuízo estimado chega a dezenas de milhares de reais.
A investigação aponta que a empresa oferecia viagens para destinos como Porto de Galinhas, Gramado e Rio de Janeiro, com preços considerados atrativos e condições facilitadas de pagamento.
Clientes pagavam, mas reservas não eram feitas
De acordo com a PCPR, os clientes faziam pagamentos antecipados por PIX ou transferências bancárias. Parte dos valores teria sido enviada para contas de terceiros.
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A polícia afirma que, mesmo depois dos pagamentos, não eram realizadas reservas de hotéis, emissões de passagens aéreas ou contratações dos demais serviços incluídos nos pacotes.
Quando as datas das viagens se aproximavam, segundo a investigação, a suspeita deixava de responder aos clientes ou apresentava justificativas para o não cumprimento do serviço.
Viagens eram planejadas com meses de antecedência
A Polícia Civil destaca que os prejuízos não ficaram restritos ao dinheiro perdido.
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Entre as vítimas estão famílias que haviam organizado férias, viagens com filhos, pais e companheiros e descobriram próximo à data do embarque que os serviços contratados não haviam sido efetivados.
A investigada também teria afirmado aos clientes que mantinha parcerias com empresas conhecidas do setor de turismo, o que, segundo a PCPR, era utilizado para transmitir maior credibilidade às negociações.
Suspeita negou irregularidades
Mesmo após o caso ganhar repercussão, a mulher concedeu entrevistas a veículos de comunicação e negou ter cometido irregularidades ou aplicado golpes, conforme informado pela Polícia Civil.
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Diante dos elementos reunidos durante a investigação, o delegado Gabriel Munhoz pediu a prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça.
Polícia procura outras possíveis vítimas
A PCPR orienta outras pessoas que tenham contratado serviços com a mesma empresa e não tenham realizado as viagens a procurar uma delegacia.
A recomendação é apresentar comprovantes de pagamento, contratos e conversas mantidas com a agência. As denúncias também podem ser formalizadas diretamente na 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa.
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