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Em 72 horas, Polícia Civil dá resposta a dois crimes que chocaram o Paraná

Operações em Icaraíma e Cianorte mobilizam Departamento de Polícia do Interior e reforçam cooperação entre forças de segurança

5 min

21/08/2026 18:17 • Atualizado há 9 dias

Em 72 horas, Polícia Civil dá resposta a dois crimes que chocaram o Paraná

Em um intervalo de 72 horas, a Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do Departamento de Polícia do Interior (DPI), avançou em dois dos casos de maior repercussão recente na segurança pública do Estado: o quádruplo homicídio de Icaraíma e o desaparecimento das primas de Cianorte, que resultou na localização de dois suspeitos e de restos mortais em uma área de mata.

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As ações ocorreram em diferentes cidades do Paraná e do interior de São Paulo e envolveram equipes especializadas, unidades do interior e apoio operacional, em uma operação que a corporação atribui à estratégia de integração entre delegacias e forças de segurança.

Atuação integrada e novo comando do DPI

Em nota oficial, a PCPR destacou que passou a atuar de forma cada vez mais articulada em casos complexos, mobilizando estruturas de todo o Estado. O texto reforça que a instituição não limita as investigações às delegacias onde os boletins de ocorrência foram registrados.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) trabalha como uma única instituição. Casos que demandam maior capacidade investigativa não ficam restritos à unidade onde foram inicialmente registrados. Sempre que necessário, a PCPR mobiliza policiais civis de diferentes regiões, equipes especializadas, recursos de inteligência e apoio operacional, além de atuar de forma integrada com outras forças de segurança, diz a nota.

A corporação acrescenta que, nos casos de Icaraíma e Cianorte, essa integração permitiu ampliar frentes de investigação e empregar os recursos necessários para o esclarecimento dos fatos. Segundo o texto, a dimensão da resposta é definida pela gravidade, pelas características e pela complexidade de cada investigação.

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Desde junho, o Departamento de Polícia do Interior está sob novo comando, e a Polícia Civil vem reforçando a atuação integrada e o trabalho das equipes de investigação, com foco na resolução de crimes.

Prisões no caso da chacina de Icaraíma

Na terça-feira (18), a PCPR prendeu quatro homens que estavam foragidos pelo quádruplo homicídio registrado em Icaraíma, no Noroeste do Paraná, em agosto de 2025. As capturas ocorreram em cidades do interior de São Paulo, após uma operação conjunta entre policiais paranaenses e paulistas.

Entre os detidos estão pai e filho suspeitos de envolvimento no crime, Antônio Buscariollo, de 66 anos, e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22 anos, localizados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras (SP). Outro filho de Antônio foi preso em Santa Bárbara d'Oeste (SP). O quarto investigado já estava recolhido por outro delito e teve o mandado de prisão cumprido formalmente pela equipe.

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Os quatro homens eram considerados foragidos pela Justiça e estavam na mira da PCPR desde que a investigação identificou sua suposta participação na chacina, que ganhou grande repercussão na região Noroeste do Estado.

Suspeito morre em confronto no caso das primas

Na manhã de sexta-feira (21), a Polícia Civil localizou dois suspeitos pelo duplo homicídio de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, desaparecidas desde abril deste ano em Cianorte. Um dos alvos era o principal investigado pelo caso, Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos.

De acordo com a PCPR, Clayton foi encontrado em Mandaguari, no Norte do Paraná. Durante a aproximação, ele tentou fugir, subiu pelo telhado da residência e invadiu outra casa, onde fez o morador de refém.

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Durante a aproximação da equipe, o suspeito fugiu e invadiu outra residência, onde fez o morador de refém. Diante da situação de extrema gravidade, atuamos para conter a ameaça e garantir a segurança da vítima, explicou o delegado da PCPR e chefe do Departamento de Operações Especiais, Thiago Teixeira.

Segundo a corporação, houve confronto e o suspeito foi neutralizado. Na casa em que ele se escondia, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão e encontraram um veículo roubado com placas clonadas, uma arma de fogo, colete balístico, explosivo e joias. A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) realizou as perícias no local e encaminhou o material apreendido para a unidade de Maringá.

Comparsa leva polícia a corpos em Paraíso do Norte

Além de Clayton, a investigação identificou um comparsa de 29 anos que teria auxiliado na prática do crime e na ocultação dos cadáveres. Ele foi preso e, segundo a PCPR, tinha mandado de prisão por ocultação de cadáver ligado ao caso de Cianorte, além de estar foragido por crimes de roubo e tráfico de drogas.

Esse indivíduo, após a prisão, indicou o local onde estavam os dois corpos em uma área de mata na cidade de Paraíso do Norte, detalhou o delegado-chefe da 21ª Subdivisão Policial de Cianorte, Jonas Eduardo Peixoto do Amaral.

O homem também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A partir da informação repassada pelo investigado, as equipes localizaram dois restos mortais em uma região de mata, que foram recolhidos pela Polícia Científica para exames de identificação.

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A partir da informação fornecida pelo investigado, a equipe policial iniciou diligências, que se estenderam ao longo da manhã, e encontrou dois restos mortais no ponto indicado. O material foi recolhido e passará por exames a fim de fornecer as identificações oficiais, afirmou o delegado da PCPR Luís Fernando Alves Silva.

Desaparecimento e recado do secretário Hudson

Letycia e Sttela desapareceram após saírem de Cianorte na noite de 20 de abril. As jovens estavam acompanhadas de Clayton, que usava o nome falso de Davi e já era foragido por um crime de roubo. Na madrugada seguinte, câmeras de segurança registraram o grupo em um estabelecimento de Paranavaí, no Noroeste do Paraná, o que ajudou a reconstruir os últimos passos das vítimas.

Ao comentar os desdobramentos da investigação, o secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira, destacou o trabalho da Polícia Civil e a necessidade de dar respostas às famílias e à sociedade.

Quero parabenizar a Polícia Civil pelo trabalho de investigação, dedicação e competência na elucidação do desaparecimento de Letycia e Sttela Dalva. A resposta firme que tivemos hoje demonstra o compromisso inegociável das forças de segurança do Paraná em dar respostas à sociedade e às famílias, afirmou o secretário.

Na avaliação da PCPR, os casos de Icaraíma e Cianorte exemplificam o modelo de atuação integrada adotado pelo Departamento de Polícia do Interior e reforçam a diretriz de mobilizar, em todo o Estado, recursos humanos e tecnológicos proporcionais à complexidade de cada investigação.

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