Especialistas defendem investimento em rodovias para reduzir mortes
Dados da PRF e de confederação indicam falhas estruturais em pistas simples, falta de acostamento e sinalização precária
A infraestrutura das rodovias brasileiras ainda representa um desafio para quem pega a estrada, e especialistas em trânsito defendem que investir no setor é uma forma de reduzir a gravidade dos acidentes, mesmo quando a principal causa continua sendo o comportamento dos motoristas, de acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) referentes a 2025.
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O anuário estatístico da PRF aponta que 84% dos acidentes e 91% das mortes registrados em rodovias federais em 2025 tiveram relação com a conduta dos motoristas. Os números reforçam o peso do fator humano na dinâmica dos sinistros.
Ao mesmo tempo, especialistas alertam que as condições da infraestrutura contribuem para aumentar o risco nas estradas. Eles defendem que melhorias em pavimentação, sinalização e traçado das vias podem reduzir a gravidade das ocorrências.
Qualidade das estradas preocupa
Segundo dados da Confederação Nacional de Trânsito, apenas cerca de 38% das rodovias federais pavimentadas e das principais rodovias estaduais recebem classificação ótima ou boa. Para 43% dos trechos, a avaliação é regular, enquanto 19% são classificados como ruins ou péssimos.
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O levantamento também indica que mais de 85% das rodovias avaliadas são de pista simples. Em quase 46% dos trechos não há acostamento.
Outro dado que chama atenção é que, em quase 30% dos trechos com curvas perigosas, não há sinalização adequada, segundo a confederação. Para especialistas, esse conjunto de problemas amplia o risco de acidentes graves.
Infraestrutura como política de segurança
Na avaliação de especialistas em trânsito e de um advogado especializado na área, a infraestrutura das rodovias deveria estar entre as prioridades dos governos. Eles destacam a necessidade de obras que acompanhem o aumento da circulação de veículos e reorganizem pontos críticos da malha viária.
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Entre os profissionais que fazem esse alerta estão o especialista em trânsito Alessandro Coelho Martins e o advogado Walber Pydd, que participam de debates sobre segurança viária. Eles defendem que investir na infraestrutura é também uma política de proteção à vida nas estradas.
Conduta dos motoristas segue central
Apesar das críticas à infraestrutura, os dados da PRF mostram que o comportamento dos condutores continua sendo decisivo nos acidentes. De acordo com o anuário estatístico da corporação, 84% das ocorrências e 91% das mortes em rodovias federais em 2025 tiveram relação direta com a conduta dos motoristas.
Na visão desses especialistas, os números indicam que não basta atacar apenas um lado do problema. Eles destacam que é preciso agir simultaneamente sobre a infraestrutura e sobre o comportamento dos motoristas para reduzir o número de mortos e feridos no trânsito brasileiro.
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