DHPP ainda não sabe como ocorreu crime de família morta no Água Verde
Investigação aguarda laudos de necropsia e DNA para entender dinâmica das mortes de mãe, pai e filho em Curitiba
O delegado Ivo Viana, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou nesta quarta-feira (26) que não havia sinais de luta na maior parte do apartamento onde a família Furuyama foi encontrada morta, na tarde de terça-feira (25), em um prédio na Rua Guilherme Pugsley, no bairro Água Verde, em Curitiba.
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A família era formada por Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, Marcos Furuyama, de 50, e Rafael Furuyama, de 21. Os três estavam dentro do imóvel quando equipes da polícia e do Corpo de Bombeiros chegaram ao local.
Perícia tenta reconstruir dinâmica das mortes
Na coletiva, Viana destacou que a investigação ainda não conseguiu definir com precisão como o crime ocorreu. Ele explicou que a polícia aguarda uma série de exames técnicos para avançar na reconstituição dos fatos.
"A gente não tem como precisar ainda a dinâmica de como esse fato aconteceu lá dentro do imóvel. A gente está aguardando ainda o resultado de exames periciais, especialmente de necropsia", disse o delegado.
Segundo ele, a DHPP também solicitou exames de material genético para identificar a origem dos vestígios de sangue encontrados em duas armas brancas apreendidas no apartamento e nas roupas das vítimas.
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"A gente também já solicitou exames de material genético para poder entender de quem eram os vestígios de sangue encontrados em duas armas brancas lá e nas próprias vestimentas das três pessoas, para que isso nos auxilie a entender como que o fato aconteceu, quem deu início a isso e qual foi a sequência das agressões", detalhou.
Delegado fala em cena restrita a um cômodo
Viana descreveu o cenário encontrado pelos investigadores dentro da residência. Conforme o delegado, não havia sinais aparentes de conflito espalhados pelo apartamento.
"Não havia nenhum indicativo de luta nas demais dependências. À exceção desses dois quartos, não havia objetos quebrados, não havia desalinhamento, desorganização de objetos, não havia vestígio de sangue nas outras dependências", relatou.
Para o delegado, os elementos coletados até agora indicam que a maior parte do episódio ocorreu em um dos quartos onde estavam dois dos corpos, que seriam da mãe e do filho. O terceiro corpo foi localizado em outro cômodo.
Imóvel da família estava em leilão
Durante a apuração no local, a equipe da DHPP levantou informações sobre a situação do apartamento. Segundo Viana, o imóvel já havia sido levado a leilão.
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"A gente fez uma pesquisa ali. O que a gente tem até o momento é que, de fato, esse imóvel foi levado a leilão. As informações que a gente teve, de maneira informal, é que um oficial de Justiça já teria ido lá ao condomínio a fim de fazer a intimação da família", afirmou.
Na visão do delegado, esse dado compõe o contexto investigado pela polícia, mas ainda não é possível afirmar qual a relação entre a situação do imóvel e as mortes. Viana reforçou que a DHPP aguarda os laudos de necropsia e dos exames genéticos para definir a linha principal de investigação sobre o caso da família encontrada morta no Água Verde.
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