GM é denunciado por crimes sexuais contra adolescentes em Curitiba
MPPR aponta seis episódios contra cinco vítimas entre 13 e 17 anos; Guarda Municipal está preso preventivamente
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou um guarda municipal de Curitiba, de 34 anos, por crimes sexuais, perseguição e ameaças contra adolescentes.
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Segundo a 1ª Promotoria de Justiça de Infrações Penais Contra Crianças e Adolescentes de Curitiba, a denúncia reúne seis fatos ocorridos entre julho e agosto deste ano e envolve cinco vítimas do sexo masculino, com idades entre 13 e 17 anos.
O guarda foi denunciado pelos crimes de perseguição, conhecida como stalking, importunação sexual, ameaça e tentativa de estupro de vulnerável. Ele está preso preventivamente.
Abordagens teriam ocorrido perto de escola e do Couto Pereira
De acordo com o MPPR, as abordagens ocorreram em vias públicas nos bairros Alto da Glória, Ahú e Centro, principalmente nas imediações da Rua Mauá, do Estádio Couto Pereira e do Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes.
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As investigações apontam que o guarda utilizaria um patinete elétrico motorizado para se aproximar dos adolescentes.
Segundo a denúncia, ele perguntava a idade e o local onde as vítimas moravam e oferecia dinheiro em troca de atos libidinosos.
O Ministério Público afirma ainda que o servidor ameaçava os adolescentes, dizendo que sabia os caminhos percorridos por eles diariamente e que poderia encontrá-los novamente.
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Em alguns episódios, segundo a investigação, ele teria exibido uma faca e uma arma de fogo.
Caso já havia sido revelado após confusão no Alto da Glória
O caso ganhou repercussão no fim de agosto, depois de uma ocorrência no Alto da Glória terminar com o padrasto de um adolescente baleado e o guarda municipal agredido.
Na ocasião, um jovem de 17 anos relatou à polícia que vinha sendo abordado pelo servidor havia cerca de um mês, inclusive nas proximidades da escola.
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Segundo o boletim de ocorrência, o adolescente afirmou que o guarda teria feito propostas de cunho sexual e oferecido dinheiro em troca de um ato sexual.
O jovem também disse que o servidor teria mencionado estar armado e possuir uma faca.
Guarda apresentou outra versão sobre confusão
Na ocorrência registrada em agosto, o guarda negou a versão apresentada pelo adolescente.
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Segundo o relato do servidor à polícia, ele passava pelo local de patinete, acenou para o jovem e parou para mexer no celular.
O guarda afirmou que o padrasto do adolescente se aproximou e começou a agredi-lo. Disse ainda que sacou a pistola institucional e efetuou dois disparos para se defender.
O padrasto foi atingido no abdômen.
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Após o caso, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, determinou o afastamento preventivo do servidor. A arma da Guarda Municipal que estava sob responsabilidade dele também foi apreendida.
Na época, a Prefeitura de Curitiba informou que a Corregedoria acompanhava o caso e afirmou que a instituição não tolera condutas incompatíveis com a função pública.
O agente foi afastado pelo prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel.
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MPPR diz que outras vítimas podem existir
O Ministério Público não descarta a possibilidade de outros episódios envolvendo o denunciado e orienta eventuais vítimas a procurar a 1ª Promotoria de Justiça de Infrações Penais Contra Crianças e Adolescentes de Curitiba.
O contato pode ser feito pelos telefones (41) 3251-6745 e (41) 98861-3230, pelo e-mail curitiba.infracoespenaiscontracriancas1@mppr.mp.br ou presencialmente na Avenida Anita Garibaldi, 750, no Cabral.
Além das penas previstas em lei, o MPPR pede que seja fixada uma reparação mínima de R$ 50 mil para cada vítima por danos morais.
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