Golpe do falso emprego se espalha na internet; veja como agir
Criminosos cobram taxas para processos seletivos fictícios e convencem vítimas a investir em esquemas fraudulentos
Em meio ao aumento da busca por vagas on-line, o chamado golpe do falso emprego tem se espalhado pelas redes sociais e aplicativos de mensagem, alertam o advogado Felipe Lima e o delegado Thiago Pereira.
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A internet facilita o acesso a oportunidades, mas também abre espaço para criminosos que se aproveitam da pressa e da necessidade de quem procura trabalho. Nas fraudes mais recentes, os golpistas simulam processos seletivos e contratos de prestação de serviço para enganar as vítimas.
Como funciona o golpe
Segundo relatos recebidos pelas autoridades, há dois formatos mais comuns de golpe ligado a falsas vagas. No primeiro, os criminosos anunciam oportunidades atrativas e, depois de ganhar a confiança da vítima, cobram uma taxa para participação em um processo seletivo que, na prática, não existe.
Nesse modelo, a suposta empresa afirma que o valor serve para cadastro, material de treinamento ou exame admissional. A vítima faz a transferência e, em seguida, deixa de receber qualquer retorno. O processo nunca acontece e o dinheiro não é devolvido.
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O segundo tipo de fraude é mais elaborado. A vítima é “contratada” para cumprir tarefas simples, de casa, pela internet, e chega a receber pequenos pagamentos pelos serviços. Quando acredita estar em um emprego real, os criminosos passam a sugerir investimentos ligados à atividade, como compra de pacotes de trabalho ou de produtos.
É nesse momento que o golpe se concretiza. A pessoa transfere quantias maiores, acreditando que terá retorno garantido, e logo depois perde o contato com os supostos contratantes. Em muitos casos, os perfis usados pelos golpistas nas redes sociais desaparecem.
O que fazer se cair na fraude
De acordo com o advogado Felipe Lima, a reação rápida pode fazer diferença. “Caso a pessoa caia em um desses golpes, a primeira orientação é buscar o banco para tentar cancelar a transferência”, afirma.
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Ele ressalta que, mesmo quando não é possível reaver o dinheiro, é fundamental registrar o caso: “Na sequência, a vítima deve procurar a polícia e denunciar o crime, levando todos os comprovantes e registros de conversa”. As informações ajudam a investigação e podem evitar que outras pessoas sejam enganadas.
Como evitar falsas vagas na internet
Para quem está em busca de oportunidades on-line, a principal recomendação é desconfiar de qualquer oferta que envolva pagamento antecipado. Segundo o delegado Thiago Pereira, pedidos de dinheiro para participar de entrevistas, dinâmicas ou treinamentos são um forte sinal de alerta.
Ele orienta que o candidato verifique se a empresa existe, procure o site oficial e canais de atendimento, e desconfie de vagas divulgadas apenas por perfis pessoais em redes sociais. Promessas de ganhos muito altos em pouco tempo também exigem cautela.
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O delegado destaca ainda que empresas sérias não condicionam a contratação ao pagamento de taxas ou investimentos por parte do trabalhador. Para as autoridades, informação, prudência e checagem das ofertas continuam sendo as principais formas de proteção contra o golpe do falso emprego.
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