Justiça suspende apuração sobre rachadinha de vereador em Curitiba
Tico Kuzma diz que decisão saiu em 7 de julho; Gaeco mantém investigação e caso segue na Corregedoria da Câmara
O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador Tico Kuzma, anunciou durante sessão plenária desta segunda-feira que a Justiça suspendeu temporariamente, em 7 de julho, a investigação do Ministério Público do Paraná sobre supostos casos de rachadinha envolvendo seu gabinete.
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Segundo o parlamentar, a medida não encerra o procedimento, mas interrompe a apuração por determinado período, enquanto são analisadas as circunstâncias que motivaram a denúncia anônima contra ele.
A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apura suspeitas de que Kuzma teria cobrado valores para indicar nomes a cargos de confiança na Prefeitura de Curitiba.
Em junho, o Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do vereador na Câmara Municipal, em ação que intensificou a repercussão do caso e levou a Corregedoria da Casa a abrir procedimento interno.
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Por nota, o Ministério Público do Paraná informou que a suspensão do processo é um benefício previsto em lei e que o caso em questão preenche os requisitos legais exigidos para a concessão dessa medida.
Vereador diz que respeitou segredo de justiça
Ao comentar a decisão judicial, Kuzma afirmou que permaneceu em silêncio até agora por considerar que a divulgação de detalhes poderia atrapalhar o andamento da apuração conduzida pelo Gaeco.
"Mesmo diante dessa decisão, optei por não me manifestar antes, por respeito ao segredo de justiça e também para preservar a regularidade da apuração", declarou o vereador.
Corregedoria espera conclusão para agir
A Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba informou que vai aguardar a decisão da turma de desembargadores sobre a investigação em curso no Gaeco antes de avançar na apuração interna sobre o caso.
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Segundo a corregedora Tathiana Guzella, o envio da cópia integral do procedimento pelo Ministério Público é condição para que a Câmara possa avaliar se há elementos suficientes para instaurar ou não sanções disciplinares contra o vereador.
"Depois que essa investigação for concluída, o Gaeco deve mandar cópia integral para a Corregedoria, para que a gente possa dar continuidade a essa investigação interna corporis, dentro da Câmara, uma vez que a denúncia apenas traz matérias jornalísticas e não apresenta efetivamente as provas ou os indícios", explicou Guzella.
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