"Ideia velha e não deu certo"; Mercadante reage a Zema sobre privatizações
Presidente do BNDES diz em Curitiba que bancos públicos são essenciais para transição energética e projetos urbanos de longo prazo
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, rebateu nesta terça-feira (25) a defesa de privatizações feita pelo candidato à Presidência da República pelo NOVO, Romeu Zema, que citou BNDES, Banco do Brasil e Petrobras durante uma sabatina.
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Mercadante falou em Curitiba, onde participou de agenda para firmar um Protocolo de Intenções voltado à modernização da infraestrutura urbana da capital paranaense. Na ocasião, ele afirmou que determinadas instituições são essenciais para uma relação considerada por ele criativa entre o mercado e o Estado.
Mercadante vê declínio do Ocidente com privatizações
O ex-ministro dos governos da presidente Dilma Rousseff disse que o movimento de privatização em larga escala contribuiu para que Estados Unidos e Europa perdessem importância econômica, enquanto países asiáticos, como a China, mantiveram trajetória de crescimento.
Segundo Mercadante, a experiência internacional mostra que bancos públicos existem "no mundo inteiro". Ele citou o KfW, principal banco de fomento e desenvolvimento da Alemanha, e destacou que a instituição mantém recursos investidos em Curitiba, capital do Paraná.
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Resposta à proposta de Zema de vender estatais lucrativas
Durante a sabatina, Zema defendeu a privatização de empresas estatais com lucro e mencionou o BNDES, o Banco do Brasil e a Petrobras entre os exemplos. Para o ex-governador de Minas Gerais, essas empresas deveriam ser transferidas à iniciativa privada.
Ao responder ao posicionamento do candidato, Mercadante argumentou que há áreas em que a presença do Estado é indispensável e que empresas como o BNDES e a Petrobras cumprem funções que o setor privado não assume sozinho. "Tem coisas que só o Estado faz e precisa de empresas estatais como o BNDES e a Petrobrás", afirmou.
Durante a cerimônia, foi apresentado um balanço sobre o lucro recorrente da estatal desde 2018. Segundo o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento, nos últimos doze meses contados até junho deste ano, o lucro do BNDES chegou a R$ 17,1 bilhões de reais.
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Bancos públicos e transição energética
Mercadante também associou a atuação de bancos públicos aos investimentos de longo prazo em infraestrutura urbana e à mitigação de impactos de desastres naturais. Para ele, essas instituições têm capacidade de planejar e financiar projetos que se estendem por décadas.
Ao tratar da transição energética, o presidente do BNDES destacou que o Brasil tem, na visão dele, "a melhor matriz energética do G20" e creditou esse resultado à existência de um banco público. "Quem é que está tratando da transição energética? Por que é que o Brasil é o país que tem a melhor matriz energética do G20? Porque tem um Banco Público que a Bloomberg diz que é o banco que mais financiou energia renovável na história. Então você tem algumas tarefas que você precisa dessa parceria", declarou.
Petrobras
Sobre a Petrobras, disse que a empresa brasileira é a petroleira mais rentável do mundo e que foi a responsável por descobrir recentemente novas reservas estratégicas de petróleo na margem equatorial brasileira.
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“Se não fosse uma empresa pública como a Petrobrás nós não tínhamos o pré-sal. Porque foi a primeira empresa na história que chegou a sete mil metros de profundidade e descobriu o pré-sal”, afirmou.
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