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Paraná faz campanha para coleta de DNA de familiares de desaparecidos

Ação em 19 postos da Polícia Científica integra mobilização nacional e já ajudou a identificar 25 pessoas

2 min

24/08/2026 18:14 • Atualizado há 6 dias

Os 19 postos da Polícia Científica do Paraná participam nesta semana de uma mobilização nacional para coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. O material genético doado será cruzado com perfis já cadastrados em bancos de dados, para auxiliar na localização de vítimas e no avanço de investigações criminais.

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Coleta ocorre o ano inteiro

De acordo com a perita Juliane Carlotto, a campanha intensifica a busca por novos cadastros, mas a coleta de DNA permanece disponível durante todo o ano nas unidades da Polícia Científica.

"Neste momento nós temos essa semana de mobilização, mas esse tipo de atividade ocorre o ano inteiro. Esse momento é para chamar a atenção das pessoas, mas, a qualquer momento, se você tiver um familiar desaparecido, pode vir a uma das nossas sedes e doar o material genético, mesmo que o fato tenha acontecido há muito tempo", explica Juliane.

Quem pode doar o material genético

O procedimento é descrito pela Polícia Científica como rápido e indolor. Sempre que possível, a orientação é que a doação seja feita por parentes de primeiro grau, como pai, mãe e irmãos biológicos da pessoa desaparecida.

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Para realizar a coleta, é necessário apresentar um documento de identificação e o boletim de ocorrência do desaparecimento. Quem tiver, também pode levar objetos de uso pessoal do desaparecido. As informações coletadas serão inseridas em bancos de perfis genéticos e comparadas com dados já existentes.

DNA já ajudou a resolver casos no Paraná

Desde 2001, quando o Paraná iniciou as coletas genéticas, 25 pessoas que estavam desaparecidas foram identificadas com o uso de DNA. Os resultados reforçam a importância de ampliar o número de familiares cadastrados.

Ferramenta ajuda investigações e famílias

Na avaliação da delegada Vanessa Cristina, o banco de perfis genéticos é um instrumento essencial tanto para o trabalho policial quanto para oferecer respostas às famílias que convivem com a incerteza sobre o paradeiro de alguém.

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"Essa é uma ferramenta muito importante tanto para a família quanto para o Estado, para as forças policiais. É muito importante que as famílias busquem fazer essa coleta, que no estado do Paraná está sendo feita nas unidades da Polícia Científica, e que tenham ciência de que essa coleta é para esse fim específico", afirma Vanessa.

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