PCPR faz operação contra tráfico e lavagem de dinheiro no Litoral do Paraná
Ação cumpre três prisões preventivas e sete buscas após investigação iniciada em homicídio de 2025
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta sexta-feira (14) uma operação em Paranaguá e em Fazenda Rio Grande para desarticular um grupo criminoso apontado como responsável pelo tráfico de entorpecentes e pela lavagem de dinheiro, com o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão.
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Mandados e apoio operacional
Segundo a corporação, os policiais cumprem ordens judiciais em endereços situados em Paranaguá, no Litoral do estado, e em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba.
A operação conta com apoio operacional da Força Nacional e da Guarda Municipal de Paranaguá, que atuam na segurança dos locais e na logística das equipes durante o cumprimento dos mandados.
O objetivo, conforme a PCPR, é interromper a continuidade das atividades ilícitas do grupo e atingir diretamente o patrimônio dos investigados, numa estratégia voltada a descapitalizar a organização criminosa.
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A partir dos elementos apreendidos durante as buscas, os investigadores pretendem aprofundar as apurações para identificar novos elos e possíveis ramificações da rede, que atuava em áreas sob influência de organizações criminosas locais.
Investigação começou em homicídio
A apuração que culminou na operação desta sexta-feira teve como ponto de partida um crime de homicídio registrado em dezembro de 2025, em Paranaguá.
Na visão da PCPR, as informações obtidas nesse caso indicaram a existência de uma estrutura estável e hierarquizada voltada à narcotraficância na região portuária da cidade.
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Os levantamentos apontaram que o grupo se valia da área sob influência do porto para organizar a distribuição de drogas e manter o funcionamento da rede de forma contínua.
Chefia local e movimentação financeira suspeita
De acordo com a investigação, a rede era chefiada por um morador de Paranaguá, identificado como responsável pela coordenação das ações de tráfico e pela lavagem dos valores obtidos com a atividade ilícita.
Verificamos que o investigado movimentou cerca de R$ 300 mil em um período de poucos meses em 2025, valor totalmente incompatível com sua renda conhecida, afirmou o delegado da PCPR Bruno Rocha.
Para o delegado, a discrepância entre a movimentação financeira e os rendimentos conhecidos reforça a suspeita de que o grupo utilizava contas e eventuais negócios de fachada para ocultar a origem dos recursos.
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Conforme aponta a PCPR, a expectativa é que o avanço das diligências desta sexta-feira auxilie a mapear com mais precisão a estrutura da organização e embasar novas medidas judiciais contra os envolvidos.
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