Polícia investiga desvio de R$ 7 milhões em construtora de Curitiba
Funcionário contratado para auditoria é suspeito de usar rifas e contas de parentes para lavar dinheiro
A Polícia Civil do Paraná cumpriu hoje mandados de busca e apreensão em uma operação que investiga um desvio de cerca de R$ 7 milhões em uma construtora de Curitiba. O principal alvo é um funcionário contratado pela empresa para realizar uma auditoria interna, suspeito de ter se aproveitado da função para cometer o crime em 2022.
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Mandados em seis estados e no Distrito Federal
De acordo com a polícia, os mandados foram cumpridos em cidades do Paraná, de outros cinco estados e no Distrito Federal. Entre os investigados estão o funcionário apontado como responsável pelo esquema, familiares dele e pessoas suspeitas de auxiliar na lavagem de dinheiro.
A corporação informou que a construtora só descobriu o esquema após realizar uma nova auditoria, que identificou irregularidades nos lançamentos financeiros. A partir dessa verificação, a empresa procurou as autoridades e formalizou a denúncia.
Segundo as investigações, o funcionário usou o acesso aos dados contábeis para manipular registros e viabilizar os desvios sem levantar suspeitas imediatas dentro da companhia.
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Esquema com rifas e aquisição de veículos
Na visão do delegado Emmanoel David, em um período de aproximadamente um ano o desvio alcançou R$ 7 milhões. Para ocultar a origem dos valores, o investigado simulava ser premiado em rifas de veículos, apresentando-se como ganhador de mais de 30 supostos sorteios.
A polícia apura que, na prática, ele comprava os automóveis com o dinheiro desviado e registrava as aquisições como se fossem prêmios de rifas. Conforme explica o delegado, o objetivo era dar aparência de legalidade ao patrimônio acumulado.
O delegado ainda aponta que parte dos recursos seguiu para contas bancárias de parentes e pessoas próximas ao investigado, o que caracteriza possível uso de laranjas para a lavagem de dinheiro.
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Próximos passos da investigação
A Polícia Civil do Paraná segue analisando o material apreendido durante o cumprimento dos mandados, como documentos, computadores e aparelhos celulares. Os investigadores também vão examinar transações financeiras para rastrear o caminho do dinheiro.
Contas bancárias ligadas aos suspeitos foram bloqueadas por determinação judicial, para evitar a dissipação de bens. A polícia afirma que as diligências devem identificar todos os envolvidos e dimensionar com precisão o prejuízo causado à construtora.
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