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Polícia não encontra prova de que Cláudia sabia de leilão do apartamento

Familiares conheciam processo judicial antigo ligado a Marcos, mas disseram não saber que imóvel havia sido leiloado e arrematado

2 min

28/08/2026 17:09 • Atualizado há 2 dias

A DHPP está investigando a morte de uma família encontrada morta em Curitiba. Segundo a Polícia Civil do Paraná, até o momento a investigação não encontrou elementos que indiquem que Claudia Hitomi Shimada Furuyama sabia que o apartamento onde morava com a família, no bairro Água Verde, em Curitiba, havia sido levado a leilão e arrematado.

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A informação foi confirmada pelo delegado Ivo Viana, responsável pela investigação das mortes de Claudia, do marido Marcos Alberto Furuyama e do filho Rafael Furuyama.

O assunto relacionado ao imóvel faz parte das informações levantadas pelos investigadores, mas, até o momento, a polícia não estabeleceu qualquer relação entre o leilão e as mortes.

Familiares sabiam de processo iniciado em 2014

Segundo Ivo Viana, pessoas próximas à família ouvidas pela investigação relataram saber apenas que Marcos havia enfrentado um processo judicial no passado.

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De acordo com esses depoimentos, ele tinha uma empresa, ligada ao setor de construção, e havia um processo que remontava a 2014.

Os familiares, porém, disseram não ter informações sobre o desfecho dessa disputa judicial.

“Eles não tinham conhecimento. O que referem é que, lá atrás, quando esse processo começou, sabiam que o Marcos tinha uma empresa, uma construtora, e que havia um processo judicial”, explicou o delegado.

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Segundo a investigação, essas pessoas não sabiam que o imóvel posteriormente havia sido levado a leilão.

Polícia não sabe se Claudia foi informada

A situação de Claudia também está sendo analisada.

De acordo com Ivo Viana, até agora não apareceu nenhuma informação que permita afirmar que ela sabia que o imóvel havia sido leiloado e posteriormente arrematado.

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“A gente não tem nenhum elemento que diga que ela tinha conhecimento. Ao que tudo indica, ela não tinha conhecimento disso”, afirmou.

O delegado ponderou ainda que, caso Claudia tenha descoberto a situação em algum momento, a investigação também não encontrou até agora relatos de que ela tenha compartilhado essa informação com outras pessoas.

Relação com as mortes não está estabelecida

Embora a situação financeira e judicial envolvendo o imóvel esteja entre os elementos analisados, a Polícia Civil ainda não apontou uma motivação para as mortes.

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A investigação concentra-se principalmente na reconstrução do que aconteceu dentro do apartamento.

Imagens das câmeras do condomínio praticamente afastaram a hipótese de participação de uma quarta pessoa. A polícia também informou que ganha força a possibilidade de que Marcos tenha tirado a própria vida, embora essa conclusão ainda dependa dos exames periciais.

Os investigadores agora tentam esclarecer como o episódio começou e qual foi a sequência das mortes de Marcos, Claudia e Rafael.

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