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Queda suspeita de 14º andar em Londrina vira caso de tortura

Investigação apura se jovem de 27 anos foi jogado de prédio após ser acusado de furtar câmera de R$ 10 mil

3 min

17/08/2026 19:03 • Atualizado há 14 dias

Um homem de 27 anos morreu na última sexta-feira (14) depois de cair do 14º andar de um prédio em Londrina, no interior do Paraná. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado com a hipótese de que a vítima tenha sido jogada pela janela.

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O rapaz estava no apartamento onde a namorada morava com colegas de trabalho. Segundo a polícia, os ocupantes do imóvel acusaram o jovem de furtar uma câmera fotográfica avaliada em mais de R$ 10 mil, que teria sido anunciada em uma página na internet.

Na tentativa de recuperar o equipamento, quatro homens teriam iniciado agressões contra a vítima. Eles foram presos em flagrante e, em depoimento, três admitiram participação nas agressões.

De acordo com a investigação, o homem ficou trancado em um quarto, com mãos e pés amarrados, e foi obrigado a ingerir dois comprimidos de um medicamento controlado que reduz a capacidade psicomotora.

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Versões divergentes e relatos de agressões

Segundo o capitão Castro, da Polícia Militar do Paraná, há indícios de que o grupo tentou constranger o rapaz a devolver o suposto prejuízo.

"Há uma informação de que esse jovem foi trancado primeiramente num quarto e intimado a restituir aqueles valores. E surgiram novas informações, mais conversas, de que não é somente isso, mas teriam até mesmo lançado esse rapaz dessa janela", afirmou o oficial.

Um dos investigados, identificado como Vinícius, admitiu ter agredido o jovem, mas tentou minimizar sua participação.

"Eu vou ser sincero com você, senhor. Eu dei uns tapas na cara dele, sim. Mas só tapa na cara, foi a única coisa que eu fiz com ele", declarou em depoimento.

Outro suspeito, chamado Francisco, disse aos investigadores que acredita que a vítima tentou escapar do quarto.

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"Eu não sei se ele se matou. Pra mim, eu acho que ele queria fugir, sincero. Só que daí acabou dando errado e ele caiu", afirmou.

Os investigados negam que tenham lançado o homem do alto do prédio. Em novo trecho do depoimento, Vinícius insistiu nessa versão: "E a gente não fez isso. Não fez isso mesmo".

Prisão preventiva e perícia devem definir enquadramento

A Polícia Civil e o Ministério Público do Paraná pediram a conversão das prisões em flagrante em preventivas, medida que a Justiça concedeu no fim de semana. O inquérito segue em andamento e, após concluído, será analisado pelo Ministério Público.

Inicialmente, os suspeitos vão responder pelos crimes de tortura, cárcere privado e fraude processual. Caso a investigação comprove que eles jogaram a vítima do 14º andar, o enquadramento pode mudar para homicídio qualificado por motivo torpe.

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Em depoimento, a namorada do rapaz relatou que tentou interferir nas agressões, mas disse ter sido ameaçada pelos colegas de trabalho.

Para o perito criminal José Denilson, os exames técnicos serão decisivos para esclarecer o que ocorreu no apartamento.

"Pra ver se os ferimentos são compatíveis com a queda ou eventuais ferimentos anteriores à queda e exames de praxe", explicou o especialista.

Os laudos periciais, somados aos depoimentos colhidos pela Polícia Civil, devem orientar o Ministério Público sobre a responsabilização criminal dos envolvidos.

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