Tudo sobre o caso da família encontrada morta no Água Verde, em Curitiba
Mãe, pai e filho tinham ferimentos de arma branca; DHPP aguarda laudos para reconstruir a dinâmica das mortes
Novas informações divulgadas nesta sexta-feira, 28, pela DHPP. A morte de três pessoas da mesma família dentro de um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba, ainda é cercada por dúvidas. Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, Marcos Furuyama, de 50, e Rafael Furuyama, de 21, foram encontrados mortos na tarde de terça-feira (25), na Rua Guilherme Pugsley.
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As primeiras informações levantaram a hipótese de que Marcos teria matado a esposa e o filho antes de tirar a própria vida. No entanto, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ainda não confirmou essa dinâmica e aguarda exames de necropsia, análises genéticas e outros laudos periciais para entender quem iniciou as agressões e em qual sequência ocorreram as mortes.
“A gente não tem como precisar ainda a dinâmica de como esse fato aconteceu lá dentro do imóvel”, afirmou o delegado Ivo Viana.

Familiares são de São Paulo e serão ouvidos pela PCPR para tentar entender o que pode ter acontecido no apartamento
O que se sabe até agora
- Três pessoas morreram: Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, Marcos Furuyama, de 50, e Rafael Furuyama, de 21.
- O caso aconteceu no Água Verde, em um apartamento na Rua Guilherme Pugsley, em Curitiba.
- Os três apresentavam ferimentos provocados por arma branca.
- Duas vítimas estavam em um cômodo e a terceira em outro.
- A perícia encontrou mais de uma perfuração em cada vítima, principalmente nas regiões do abdômen e do tórax.
- Duas armas brancas com vestígios de sangue foram recolhidas no apartamento.
- A polícia solicitou exames de DNA para identificar de quem são os vestígios encontrados nas armas e nas roupas.
- Duas vítimas apresentavam cortes em uma das mãos. Os legistas analisam se são lesões de defesa ou de intervenção em uma possível briga.
- Não foram encontrados sinais de uma luta espalhada pelas demais dependências do apartamento.
- A porta estava fechada por dentro quando foi necessário acessar o imóvel.
- As câmeras registraram a última movimentação relacionada ao apartamento no domingo, por volta das 19h37.
- Depois desse horário, a investigação não identificou entrada ou saída de outra pessoa até a abertura do apartamento.
- A DHPP considera praticamente descartada a participação de uma quarta pessoa nas mortes.
- Ganha força a hipótese de que Marcos tenha tirado a própria vida, mas a informação ainda depende de confirmação pericial.
- A polícia ainda não sabe se o episódio começou após uma briga ou se houve uma ação premeditada.
- A investigação também não consegue afirmar se uma ou mais vítimas estavam dormindo quando as agressões começaram.
- Cerca de 11 pessoas já foram ouvidas pela DHPP.
- O apartamento havia sido levado a leilão e arrematado.
- Familiares disseram saber de um processo judicial antigo envolvendo Marcos, mas não tinham conhecimento do leilão do imóvel.
- A polícia também não encontrou elementos que indiquem que Claudia sabia que o apartamento havia sido leiloado.
- A situação financeira ainda é investigada, mas não há confirmação de que tenha relação com as mortes.
- A DHPP aguarda laudos de necropsia, exames genéticos e outras perícias para reconstruir a sequência das mortes.
- A dinâmica completa do que aconteceu dentro do apartamento ainda não foi esclarecida.
Como a família foi encontrada
A movimentação começou depois que o comportamento do cachorro da família chamou a atenção no condomínio. O animal latia de forma insistente e, diante da falta de resposta dos moradores, um chaveiro foi chamado para abrir a porta do apartamento.
Dentro do imóvel, as equipes encontraram Claudia, Marcos e Rafael já mortos.
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Segundo a investigação, duas vítimas estavam em um dos cômodos e a terceira em outro. Todos apresentavam ferimentos compatíveis com golpes de arma branca.
O que a perícia encontrou nos corpos
O delegado Ivo Viana informou que todas as vítimas apresentavam mais de uma perfuração.
As lesões estavam concentradas principalmente em regiões vitais, como abdômen e tórax. Também foram identificados ferimentos superficiais nas costas. Rafael apresentava, entre os ferimentos, um corte na região abdominal.
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A quantidade, posição e profundidade das lesões serão fundamentais para que os peritos tentem estabelecer se algum dos ferimentos foi provocado pela própria vítima ou por outra pessoa.
Duas armas com sangue foram apreendidas
Duas armas brancas foram encontradas no apartamento com vestígios de sangue. Os objetos agora passam por perícia.
A DHPP também solicitou exames genéticos das manchas encontradas nas armas e nas roupas da família.
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O objetivo é cruzar os resultados para descobrir a quem pertence cada vestígio e, com isso, tentar estabelecer a sequência das agressões.
“A gente já solicitou exame de material genético para entender de quem eram os vestígios de sangue”, explicou Viana.
Não havia sinais de luta pelo apartamento
Outro elemento considerado importante pela investigação é o estado em que o imóvel foi encontrado.
Segundo o delegado, fora dos ambientes onde estavam os corpos não havia móveis quebrados, objetos espalhados ou manchas de sangue que indicassem uma briga percorrendo diferentes áreas da residência.
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“Não havia nenhum indicativo de luta nas demais dependências.”
Para a polícia, os primeiros elementos indicam que o episódio ficou concentrado principalmente nos cômodos onde os corpos foram encontrados.
Isso, porém, ainda não permite definir quem atacou quem ou em que ordem.
Câmeras praticamente descartam presença de uma quarta pessoa
A análise das câmeras de segurança e dos registros de entrada e saída do condomínio praticamente descartou a participação de uma quarta pessoa nas mortes da família Furuyama.
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Segundo o delegado Ivo Viana, a última movimentação relacionada ao apartamento foi registrada no domingo, por volta das 19h37. A partir daquele momento até a abertura da porta do imóvel, a investigação não identificou entrada ou saída de outra pessoa ligada à unidade.
Com essa possibilidade praticamente afastada, a DHPP concentra a investigação em entender o que aconteceu entre os três integrantes da família.
Uma das hipóteses que ganhou força é a de que Marcos Furuyama tenha tirado a própria vida. A polícia, porém, ainda não sabe como o episódio começou, se houve uma briga entre os familiares ou se as mortes decorreram de uma ação premeditada.
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Outro ponto analisado pelos legistas são cortes encontrados em uma das mãos de duas vítimas. A perícia tenta determinar se os ferimentos são lesões de defesa ou se podem ter ocorrido durante uma tentativa de intervenção em uma eventual briga.
A investigação também ainda não consegue afirmar se alguma das vítimas estava dormindo quando as agressões começaram.
Até esta sexta-feira (28), cerca de 11 pessoas já haviam sido ouvidas. A DHPP também mantém contato com os médicos-legistas e com o perito responsável pelo local do crime e aguarda os resultados dos exames para tentar estabelecer a sequência das mortes.
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Câmeras e celulares podem indicar quando as mortes aconteceram
Uma das principais frentes da DHPP agora é montar uma linha do tempo das últimas horas de Claudia, Marcos e Rafael.
A polícia busca imagens das câmeras do condomínio e registros de acesso para identificar quem entrou ou saiu do prédio e, especialmente, quem teve contato com o apartamento.
Os celulares também serão analisados para identificar mensagens, chamadas e outras informações que possam indicar quando cada integrante da família foi visto ou manteve contato com outras pessoas pela última vez.
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Moradores, amigos, colegas de trabalho e familiares também devem prestar depoimento.
Polícia apura se família sabia do leilão
Segundo Ivo Viana, familiares ouvidos pela investigação disseram que sabiam da existência de um processo judicial envolvendo Marcos desde 2014 e tinham conhecimento de que ele havia mantido uma construtora. Eles, porém, não sabiam que o apartamento havia sido levado a leilão e arrematado.
A investigação também não encontrou, até o momento, elementos que indiquem que Claudia sabia da situação do imóvel. Segundo o delegado, tudo indica que ela não tinha conhecimento do leilão ou, caso tenha descoberto, não compartilhou a informação com outras pessoas ouvidas pela polícia.
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A DHPP ainda não estabeleceu relação entre a situação do imóvel e as mortes.
Quem eram as três vítimas
Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, era médica pediatra e trabalhava havia mais de 20 anos na UBS CSU, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. A profissional acompanhou gerações de crianças atendidas pela rede pública de saúde do município.
Marcos Furuyama, de 50 anos, era formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
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O filho do casal, Rafael Furuyama, de 21 anos, cursava Engenharia Mecatrônica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
O que ainda falta esclarecer
A principal pergunta da investigação continua sem resposta: o que aconteceu dentro daquele apartamento?
A DHPP ainda tenta estabelecer quem iniciou as agressões, a sequência das mortes, qual arma provocou cada ferimento e se todos os golpes foram praticados por uma única pessoa.
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Também é preciso esclarecer quando exatamente as mortes aconteceram e se alguém esteve no apartamento no período investigado.
Os laudos de necropsia, os exames genéticos, a perícia nas armas, a análise dos celulares e as câmeras do condomínio serão determinantes para confirmar ou afastar as hipóteses levantadas até agora.
Até que esses resultados estejam disponíveis, a Polícia Civil evita apontar oficialmente uma dinâmica para a morte da família Furuyama.
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