Vacinação ganha espaço na prevenção de doenças do coração
Morte a cada dois minutos por problemas cardíacos leva especialistas a defender mais hábitos saudáveis e imunização contra infecções
No Brasil, uma pessoa morre a cada dois minutos por doenças cardiovasculares, e especialistas destacam que hábitos saudáveis e vacinação podem ajudar a reduzir o risco de problemas no coração.
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Dados do Ministério da Saúde apontam que são registrados de 300 a 400 mil casos de infarto por ano no país, o que mantém as doenças do coração entre as principais causas de morte.
Para o cardiologista Pedro Henrique Reis, o cenário exige atenção redobrada à prevenção, que inclui controle de pressão e colesterol, prática regular de atividade física, alimentação balanceada e acompanhamento médico.
Qualidade de vida como proteção
A rotina da aposentada Regina Maria Guimarães, de 82 anos, ilustra esse cuidado. Ela frequenta academia, faz sessões de pilates e segue orientação nutricional, buscando manter o peso e a disposição.
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Especialistas ressaltam que a combinação de exercícios, dieta adequada e abandono do tabagismo reduz significativamente o risco de eventos cardiovasculares, principalmente em pessoas acima de 60 anos.
Vacinas entram na prevenção de doenças cardíacas
Além dos hábitos saudáveis, estudos recentes mostram que a vacinação também pode contribuir para proteger o coração.
Segundo o cardiologista Pedro Henrique Reis, imunizações como as contra covid-19, influenza e herpes-zóster ajudam a diminuir a chance de complicações cardíacas porque reduzem o risco de infecções que sobrecarregam o organismo.
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Na visão do médico, quando uma pessoa desenvolve quadros graves dessas doenças, aumenta a inflamação e a necessidade de esforço do sistema cardiovascular, o que pode precipitar episódios de infarto em indivíduos suscetíveis.
Orientação é manter o calendário em dia
Conforme apontam os profissionais de saúde, manter o calendário vacinal atualizado é parte do cuidado integral, especialmente para idosos e pessoas com histórico de hipertensão, diabetes ou colesterol elevado.
Pedro Henrique Reis avalia que a combinação entre consultas regulares, adoção de um estilo de vida ativo e adesão às vacinas disponíveis no sistema público pode contribuir para reduzir o impacto das doenças cardiovasculares, que seguem como um desafio de saúde pública no Brasil.
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