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Vídeo: GM suspeito de assédio é agredido no Alto da Glória em Curitiba

Adolescente de 17 anos relatou à polícia abordagens anteriores do servidor; guarda afirma que efetuou disparos após ser agredido

4 min

27/08/2026 09:33 • Atualizado há 3 dias

Um servidor da Guarda Municipal de Curitiba aparece sendo agredido por um grupo em um vídeo registrado na noite desta quarta-feira (26), no bairro Alto da Glória, em Curitiba. O caso começou após um adolescente de 17 anos acusar o guarda de abordagens de cunho sexual e terminou com dois disparos de arma de fogo, sendo que um deles atingiu o padrasto do jovem no abdômen.

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O boletim de ocorrência apresenta versões diferentes sobre o momento que antecedeu os tiros.

Adolescente relata abordagens anteriores

Segundo o relato do adolescente à polícia, ele caminhava acompanhado do irmão, de 13 anos, quando percebeu o guarda circulando de patinete pela região.

O jovem afirmou que já havia visto o servidor em outras ocasiões e relatou que as abordagens teriam começado cerca de um mês antes. Segundo ele, o homem chegou a observá-lo nas proximidades da escola e teria oferecido dinheiro em troca de um ato sexual.

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Ainda conforme o relato registrado no boletim, o guarda teria perguntado a idade do adolescente e insistido mesmo após saber que ele era menor. O jovem também afirmou que o servidor teria feito referência a estar armado e portar uma faca.

A mãe e o padrasto do adolescente já teriam sido informados sobre as situações anteriores.

Adolescente pediu que padrasto o acompanhasse

Na noite desta quarta-feira, o adolescente afirmou que ficou com receio ao perceber novamente a presença do guarda e pediu que o padrasto o acompanhasse.

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Segundo essa versão, quando o servidor passou pelo local, o padrasto se aproximou para questioná-lo sobre as supostas abordagens.

O adolescente contou à polícia que o guarda sacou uma pistola. O padrasto teria tentado retirar a arma das mãos dele e, durante a disputa, dois disparos foram efetuados.

Um dos tiros atingiu o padrasto na região abdominal.

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Após os disparos, os dois caíram no chão e continuaram disputando o controle da arma. O adolescente afirmou que entrou na luta para tentar proteger o padrasto e passou a desferir socos contra o servidor até conseguir retirar a pistola e jogá-la para longe.

Guarda diz que atirou para se defender

O servidor apresentou uma versão diferente à polícia.

Segundo o relato dele, estava passando pela rua de patinete quando acenou com a cabeça para o adolescente. Na sequência, teria parado para mexer no celular.

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O guarda afirmou que o padrasto do jovem se aproximou e começou a agredi-lo.

De acordo com essa versão, ele sacou a pistola institucional e efetuou dois disparos para se defender das agressões.

Depois dos tiros, o adolescente teria desferido socos e chutes contra o guarda e tomado a arma de suas mãos.

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Imagens mostram agressões e arma sendo retirada

Nas imagens registradas durante a ocorrência, o servidor aparece no chão enquanto é cercado e agredido.

Em determinado momento, um dos jovens consegue retirar a arma e se afasta com a pistola.

Moradores também aparecem tentando interromper a confusão.

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Durante a gravação, ao ser questionado sobre as agressões, um dos adolescentes responde:

“Tudo bem, ele é pedófilo.”

A declaração registrada no vídeo representa a acusação feita pelos envolvidos e ainda será apurada pelas autoridades.

Padrasto passou por cirurgia

O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado para atender os feridos.

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O padrasto do adolescente foi levado ao Hospital Evangélico. Segundo o boletim de ocorrência, ele ainda estava em procedimento cirúrgico quando o caso foi encaminhado à Central Regional de Flagrantes.

O guarda municipal também ficou ferido e foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador para atendimento médico.

A pistola institucional do servidor, uma CZ calibre 9 mm, foi apreendida e entregue à autoridade policial.

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Guarda Municipal acompanha investigação

A Guarda Municipal informou que o servidor estava de folga no momento da ocorrência e que a Corregedoria acompanha o caso.

A Guarda Municipal de Curitiba informa que o servidor estava de folga no momento da ocorrência. A instituição não tolera qualquer conduta incompatível com a função pública. A Corregedoria acompanha o caso desde o início e adotará todas as medidas cabíveis, com rigor, a partir da apuração dos fatos pelas autoridades competentes.

A Polícia Civil ficará responsável por esclarecer as circunstâncias dos disparos, as acusações feitas pelo adolescente e as agressões registradas durante a ocorrência.

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