Vídeo: GM suspeito de assédio é agredido no Alto da Glória em Curitiba
Adolescente de 17 anos relatou à polícia abordagens anteriores do servidor; guarda afirma que efetuou disparos após ser agredido
Um servidor da Guarda Municipal de Curitiba aparece sendo agredido por um grupo em um vídeo registrado na noite desta quarta-feira (26), no bairro Alto da Glória, em Curitiba. O caso começou após um adolescente de 17 anos acusar o guarda de abordagens de cunho sexual e terminou com dois disparos de arma de fogo, sendo que um deles atingiu o padrasto do jovem no abdômen.
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O boletim de ocorrência apresenta versões diferentes sobre o momento que antecedeu os tiros.
Adolescente relata abordagens anteriores
Segundo o relato do adolescente à polícia, ele caminhava acompanhado do irmão, de 13 anos, quando percebeu o guarda circulando de patinete pela região.
O jovem afirmou que já havia visto o servidor em outras ocasiões e relatou que as abordagens teriam começado cerca de um mês antes. Segundo ele, o homem chegou a observá-lo nas proximidades da escola e teria oferecido dinheiro em troca de um ato sexual.
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Ainda conforme o relato registrado no boletim, o guarda teria perguntado a idade do adolescente e insistido mesmo após saber que ele era menor. O jovem também afirmou que o servidor teria feito referência a estar armado e portar uma faca.
A mãe e o padrasto do adolescente já teriam sido informados sobre as situações anteriores.
Adolescente pediu que padrasto o acompanhasse
Na noite desta quarta-feira, o adolescente afirmou que ficou com receio ao perceber novamente a presença do guarda e pediu que o padrasto o acompanhasse.
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Segundo essa versão, quando o servidor passou pelo local, o padrasto se aproximou para questioná-lo sobre as supostas abordagens.
O adolescente contou à polícia que o guarda sacou uma pistola. O padrasto teria tentado retirar a arma das mãos dele e, durante a disputa, dois disparos foram efetuados.
Um dos tiros atingiu o padrasto na região abdominal.
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Após os disparos, os dois caíram no chão e continuaram disputando o controle da arma. O adolescente afirmou que entrou na luta para tentar proteger o padrasto e passou a desferir socos contra o servidor até conseguir retirar a pistola e jogá-la para longe.
Guarda diz que atirou para se defender
O servidor apresentou uma versão diferente à polícia.
Segundo o relato dele, estava passando pela rua de patinete quando acenou com a cabeça para o adolescente. Na sequência, teria parado para mexer no celular.
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O guarda afirmou que o padrasto do jovem se aproximou e começou a agredi-lo.
De acordo com essa versão, ele sacou a pistola institucional e efetuou dois disparos para se defender das agressões.
Depois dos tiros, o adolescente teria desferido socos e chutes contra o guarda e tomado a arma de suas mãos.
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Imagens mostram agressões e arma sendo retirada
Nas imagens registradas durante a ocorrência, o servidor aparece no chão enquanto é cercado e agredido.
Em determinado momento, um dos jovens consegue retirar a arma e se afasta com a pistola.
Moradores também aparecem tentando interromper a confusão.
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Durante a gravação, ao ser questionado sobre as agressões, um dos adolescentes responde:
“Tudo bem, ele é pedófilo.”
A declaração registrada no vídeo representa a acusação feita pelos envolvidos e ainda será apurada pelas autoridades.
Padrasto passou por cirurgia
O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado para atender os feridos.
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O padrasto do adolescente foi levado ao Hospital Evangélico. Segundo o boletim de ocorrência, ele ainda estava em procedimento cirúrgico quando o caso foi encaminhado à Central Regional de Flagrantes.
O guarda municipal também ficou ferido e foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador para atendimento médico.
A pistola institucional do servidor, uma CZ calibre 9 mm, foi apreendida e entregue à autoridade policial.
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Guarda Municipal acompanha investigação
A Guarda Municipal informou que o servidor estava de folga no momento da ocorrência e que a Corregedoria acompanha o caso.
A Guarda Municipal de Curitiba informa que o servidor estava de folga no momento da ocorrência. A instituição não tolera qualquer conduta incompatível com a função pública. A Corregedoria acompanha o caso desde o início e adotará todas as medidas cabíveis, com rigor, a partir da apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
A Polícia Civil ficará responsável por esclarecer as circunstâncias dos disparos, as acusações feitas pelo adolescente e as agressões registradas durante a ocorrência.
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