Consórcio do Poupatempo recebeu quase R$ 940 milhões do Governo do Rio
A Procuradoria-Geral do Estado vai judicializar o caso

O Governo do Rio já pagou quase R$ 940 milhões ao consórcio investigado por superfaturamento de atendimentos realizados no Poupatempo e à empresa que faz parte do grupo. Os dados referentes ao período entre 2021 e em agosto de 2026 foram obtidos através do programa Gestão em Números, da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão.
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Na semana passada, o Governo divulgou que identificou irregularidades em contratos do Poupatempo e que enviou o relatório ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado. A Procuradoria-Geral do Estado também afirmou que vai judicializar o caso para impedir uma eventual paralisação do serviço.
O contrato foi firmado no ano de 2023 com o Consórcio Central da Cidadania, que administra as unidades do Poupatempo RJ em Bangu, na Zona Oeste, e em Duque de Caxias e São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Segundo o relatório, foram constatadas divergências entre os quantitativos de atendimentos apresentados pelo consórcio e os números efetivamente comprovados pelos órgãos parceiros do programa, como o Detran, entre outros. Em alguns casos, o consórcio registrou um número maior de atendimentos do que os órgãos do Governo do Rio comprovaram.
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No mês de junho de 2026, o consórcio declarou ter realizado cerca de 800 mil atendimentos, enquanto os órgãos estaduais validaram apenas cerca de 260 mil atendimentos. O contrato firmado prevê o pagamento de R$ 24,20 por atendimento. Com isso, a diferença entre os valores cobrados e os efetivamente pagos, somente em junho, ficou em cerca de R$ 15 milhões.
O consórcio, por sua vez, notificou o Governo exigindo o pagamento dos valores em um prazo de cinco dias, sob a ameaça de paralisação dos serviços.
Procurado, o Consórcio Central da Cidadania não respondeu à reportagem.
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