Criminosos usam adesivos para identificar caminhões que pagam taxa no Rio
Transportadoras seriam obrigadas a pagar R$ 2 mil a cada 15 dias para ter livre trânsito

Investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio apontam que criminosos cobram taxas de transportadoras para permitir a circulação de caminhões de carga em bairros da Zona Norte. Os veículos que pagam recebem um adesivo usado como identificação pelos criminosos.
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Segundo a investigação, empresas que fazem entregas na comunidade da Serrinha, em Madureira, são obrigadas a pagar R$ 2 mil a cada 15 dias para ter "livre trânsito". A cobrança também ocorre em Vaz Lobo, Vicente de Carvalho e Irajá.
Um dos casos investigados aconteceu em 21 de maio. Um motorista de uma transportadora que presta serviços para empresas de eletrodomésticos foi obrigado a levar o caminhão até outro ponto da comunidade da Serrinha depois de fazer uma entrega em Vaz Lobo.
A carga, avaliada em mais de R$ 25 mil, foi roubada. De acordo com o depoimento da vítima, a empresa não havia pago uma taxa de R$ 5 mil para liberar a carga nem negociado o pagamento quinzenal de R$ 2 mil.
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Ainda segundo o depoimento, os criminosos disseram que os caminhões autorizados a circular usam um adesivo de fácil identificação.
Na semana passada, o Ministério Público denunciou três homens por extorsão e roubo com emprego de arma de fogo. O grupo seria liderado por Walace de Brito Trindade, conhecido como "Lacoste".
Jonathan Lucas Marculino Alves e Marlon de Souza Ventura também são acusados de participar do roubo da carga. Lacoste e Marlon são considerados foragidos. Segundo o Ministério Público, há 20 mandados de prisão em aberto contra eles.
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O promotor Cláudio Caio Sousa destacou a ameaça com arma de fogo sofrida pela vítima e mencionou a possibilidade de traumas psicológicos no motorista.
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