Delegado ameaçado durante júri em São Gonçalo vai pedir escolta
Ameaça aconteceu durante julgamento de dois homens acusados de integrar milícia na região

O delegado ameaçado de morte durante um tribunal do júri para julgar os crimes cometidos por dois milicianos que atuavam em São Gonçalo, na Região Metropolitana, vai pedir escolta. O caso aconteceu na terça-feira (25).Segundo as investigações, Anderson Cabral Pereira, conhecido como 'Sassá' e Ronan Azevedo Bento integram a milícia nos bairros Porto Velho, Porto Novo, Gradim, Porto da Madama. Os dois respondem por homicídio triplamente qualificado do agente de saúde e comerciante Douglas Quintino Ribeiro, ocorrido em 2018.No julgamento realizado na terça-feira (25), o delegado Leonardo Affonso Dantas dos Santos foi a primeira testemunha da defesa a depor.Em seguida, Ronan Azevedo Bento ameaçou o policial de morte na presença da juíza Juliana Bessa Ferraz, que determinou a retirada do criminoso da sessão. O depoimento de Leonardo destaca que Ronan começou a falar e gesticular alto, quando disse "vou te pegar". O caso foi registrado como crime de coação.Após retornar à sessão, o criminoso desistiu de ser assistido pela Defensoria Pública e parte do julgamento foi suspenso. No entanto, a defesa de Sassá também abandonou o plenário ao alegar que o júri já tinha sido contaminado pela ameaça e toda a sessão foi suspensa.Anderson e Ronan foram multados em R$ 10 mil cada por má-fé. O julgamento foi remarcado para dezembro de 2027.Durante o tempo em que está preso, o miliciano Anderson Cabral Pereira teve o celular que utilizava dentro do Complexo de Gericinó, na Zona Oeste, apreendido. Com o aparelho, o criminoso ainda ordenava o cometimento de crimes em São Gonçalo.
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