Esposas de deputado e vereador recebem R$ 36 mil do TCE em agosto
Fernanda Braga Mendes e Bianca Vasconcelos Pires de Amorim trabalham no gabinete do presidente do Tribunal de Contas

As esposas do deputado estadual Rodrigo Amorim (PL) e do vereador do Rio Rogério Amorim (PL) receberam, juntas, R$ 36 mil do Tribunal de Contas do Estado (TCE) no início de agosto. Os dados estão no site do órgão, foram divulgados pelo portal Metrópoles e confirmados pela BandNews FM.As advogadas Fernanda Braga Mendes e Bianca Vasconcelos Pires de Amorim atuam no gabinete do presidente do TCE, o ex-deputado estadual Márcio Pacheco.Fernanda Braga Mendes, esposa de Rodrigo, ingressou no TCE em 2022. No ano seguinte, Bianca Vasconcelos, esposa de Rogério, também foi nomeada no órgão.O TCE também reembolsou a matrícula e oito parcelas do mestrado em Direito na Washington & Lincoln University, em Orlando (EUA), cursado por ambas. A instituição tem parceria com o órgão, e os custos somam R$ 16 mil.Fernanda teve ainda nove diárias reembolsadas para congressos e seminários. Um dos eventos, em Orlando, custou mais de R$ 13 mil aos cofres públicos.Márcio Pacheco é irmão do deputado estadual Fred Pacheco, que foi candidato a vice na chapa de Rodrigo Amorim à Prefeitura do Rio em 2024.Em nota, a defesa de Rodrigo Amorim afirmou não haver ilegalidade na nomeação da esposa, destacando que Fernanda é advogada há mais de 20 anos e figura entre os profissionais mais produtivos do TCE.Sobre o mestrado, Rodrigo afirmou que o auxílio-educação é previsto em lei e integra programa regular da Escola de Contas, aberto a todos por edital público.Quanto às diárias, o deputado declarou que as viagens foram profissionais, de interesse do Tribunal e realizadas com outros servidores.O vereador Rogério Amorim também negou ilegalidade ou imoralidade, afirmando que Bianca é advogada, servidora pública federal concursada e atua efetivamente, sem ser funcionária fantasma.As defesas declararam ainda que questionar o trabalho das servidoras com base em seus relacionamentos conjugais pode ser considerado misoginia.
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