Rio de Janeiro

Família denuncia demora da Unimed na transferência de idoso após infartos

Paciente aguarda cirurgia cardíaca mesmo após duas liminares judiciais; quadro é grave

3 min

09/02/2026 18:07 • Atualizado há 202 dias

Família denuncia demora da Unimed na transferência de idoso após infartos

Familiares de um idoso que sofreu dois infartos denunciam a demora da Unimed na transferência do paciente para uma unidade hospitalar capacitada. André Luiz D'Azambuja Ramos, de 66 anos, chegou a contrair uma infecção urinária durante a internação.

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A filha do paciente, Renata Ramos, contou que o pai passou mal no dia 1° de fevereiro. Com o retorno dos sintomas, no dia seguinte, os familiares o levaram para uma unidade da Unimed, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. No local, foi confirmado que o idoso teve dois episódios de infarto do miocárdio e precisava ser transferido para um hospital.

O paciente teve que esperar 24 horas até ser encaminhado para uma unidade hospitalar em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde os familiares acreditavam que ele receberia atendimento. No entanto, o hospital não realiza o procedimento necessário para o caso de André Luiz.

A Unimed mandou ele para um hospital em Nova Iguaçu que não tinha estrutura para recebê-lo. Diagnosticaram que ele precisa de uma cirurgia de peito aberto e pediram a transferência dele para um hospital apto a fazer esse procedimento. E mesmo com duas liminares após isso, a Unimed não está fazendo a transferência do paciente.

A BandNews FM teve acesso a duas liminares dos dias 6 e 9 de fevereiro para que o paciente tenha acesso ao procedimento. Os documentos determinam a transferência imediata dele, por meio de ambulância avançada com médico para outro hospital da rede credenciada da Unimed com leito em CTI com suporte de cirurgia cardíaca para avaliação imediata. O prazo de ambos é de 24 horas, sob pena de multa nos valores de R$ 100 mil e um acréscimo de R$ 50 mil. No entanto, até o momento, a transferência não aconteceu.

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Em um diagnóstico, ao qual a reportagem também teve acesso, uma das médicas da unidade hospitalar credenciada afirma que o idoso tem graves obstruções multilaterais no coração. O paciente é classificado como grave, com risco iminente de choque cardiogênico e possível evolução de parada cardiorespiratória.

Renata conta que ela e o irmão estão desesperados. A mãe, esposa de André Luiz, é paciente oncológica e apresentou uma piora significativa com o estresse.

O paciente está no CTI sem acesso ao celular, sem acesso à televisão, sem poder levantar da cama, na expectativa, na angústia, no medo, no sentimento de impotência, que a família está tendo que se deslocar diariamente para visitá-lo num horário super restrito, para Nova Iguaçu, no meio de blocos de carnaval, no meio de chuva, ruas alagadas. Minha mãe é paciente e oncológica, ainda enfrenta o tratamento dela.

Em nota, a Unimed do Brasil informou que todas as condutas adotadas no caso seguiram critérios técnicos e assistenciais, considerando a indisponibilidade de leitos compatíveis na capital e região metropolitana, priorizando sempre a segurança do paciente.

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