Rio de Janeiro

Investigação apura escolta de PMs ao Comando Vermelho no Rio

Operação do MP e da Polícia Civil mira esquema de tráfico de drogas, armas e munições

2 min

13/10/2026 18:12 • Atualizado há 4 dias

Investigação apura escolta de PMs ao Comando Vermelho no Rio

Uma investigação conjunta da Polícia e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apura o envolvimento de policiais militares em um esquema de escolta, logística e favorecimento ao tráfico de drogas, armas e munições do Comando Vermelho (CV). A ação resultou na prisão de três criminosos em diferentes pontos da Região Metropolitana, encaminhados para a Cidade da Polícia, além da prisão de agentes públicos.

Continua depois da publicidade

Segundo o inquérito, os policiais aliados ao CV garantiam que as cargas não fossem apreendidas, repassavam informações privilegiadas e realizavam o transporte de armas e drogas até três vezes por dia entre a Baixada Fluminense e o Complexo da Maré.

PMs envolvidos e venda de armamentos

Entre os denunciados está o PM Eric da Silva Lobato, lotado no Batalhão de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ele não foi localizado e é considerado foragido. Investigadores encontraram conversas em que o agente negociava a venda de armas e munições com a facção, enviando fotos de cartuchos — inclusive de fuzil AK-47 — e iniciando diálogos com saudações militares.

A apuração também identificou Luciano Santos de Oliveira, conhecido como "Hot Wheels", chefe do tráfico em favelas de São João de Meriti, que recebia informações privilegiadas do PM Yuri Luiz Desiderati Ribeiro.

Continua depois da publicidade

Origem das investigações e execução de agente

Yuri Luiz Desiderati Ribeiro é apontado como personagem central do inquérito. A investigação teve início após ele ter sido preso em 2023 na Avenida Brasil transportando mais de 100 quilos de cocaína.

Mesmo sob investigação, o PM permanecia na ativa até julho deste ano, quando foi executado com 23 tiros na porta de casa, no Pechincha, Zona Oeste do Rio, em ação registrada por câmeras de segurança. À época, a polícia o apontava como homem de confiança de Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o "Abelha", uma das lideranças do Comando Vermelho.

Segunda operação em menos de um mês

Esta é a segunda operação em menos de um mês voltada a reprimir agentes públicos que protegem as atividades da facção criminosa. Em outra ação, um PM que estava de plantão no Hospital Municipal Lourenço Jorge foi surpreendido e preso pela Corregedoria da corporação e por agentes do MPRJ.

Continua depois da publicidade

Outro policial militar também foi detido na mesma operação. Conforme a denúncia do Ministério Público, os agentes Claudio Tavares da Silveira e Diego Portella Batista prestavam apoio armado, atuavam na distribuição de entorpecentes e realizavam o recolhimento de dinheiro para a organização criminosa,

Seguir a Band no Google

Tópicos relacionados

Investigação apura escolta de PMs ao Comando Vermelho no Rio