PF prende policiais e apreende fuzis em operação contra quadrilha do TCP
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (7), uma operação para reprimir uma quadrilha acusada de vender armas para a facção criminosa Terceiro Comando

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (7), uma operação para reprimir uma quadrilha acusada de vender armas para a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Durante o cumprimento dos mandados nas residências dos investigados, os agentes apreenderam fuzis, pistolas, uma granada, R$ 65 mil em dinheiro vivo, além de joias, eletrônicos, cartões e veículos de luxo.
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Ao todo, cinco pessoas foram presas, incluindo três ex-policiais militares e um agente da ativa. Um dos alvos já havia sido expulso da corporação sob a acusação de homicídio. O grupo era composto por integrantes do serviço público, como agentes e ex-agentes de forças de segurança, que usavam seus cargos para abastecer o crime organizado e repassar informações sigilosas sobre operações.
Liderança do esquema e venda de fuzis
Segundo as investigações, o chefe do esquema é o ex-PM Victor Hugo Marinho, preso em 2020 por agiotagem e que tentou retornar à corporação em 2022. Ele é acusado de ter vendido dez fuzis diretamente a Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como "Peixão", chefe do TCP.
Peixão, que também era alvo da ação de hoje, voltou a fugir e permanece foragido, assim como um policial civil investigado. A apuração apontou que a rede de agentes corruptos vazava dados internos para permitir que os criminosos escapassem: em determinado momento, um dos policiais chegou a repassar informações da própria equipe encarregada de cumprir um mandado de prisão.
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Movimentação de R$ 250 milhões e infiltração pública
A investigação teve início após a descoberta de trocas de mensagens entre Peixão e membros da quadrilha. A partir dessa pista, o Ministério Público identificou uma movimentação financeira superior a R$ 250 milhões realizada pelos investigados e por cinco empresas utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro.
O Ministério Público apresentou denúncia contra os envolvidos no esquema, que também contava com contatos na administração pública. Três dos alvos já ocuparam cargos comissionados no Detran e na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo o Departamento de Trânsito, os servidores citados foram exonerados em maio, enquanto os assessores atuaram na Alerj até os anos de 2024 e 2025.
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