Polícia Civil vai intimar médicos por suposta negligência na morte de bebê após atendimentos
De acordo com os pais, o menino apresentava vômito, dor, febre e dificuldade para respirar

A Polícia Civil vai intimar os profissionais responsáveis pelo atendimento do menino de um ano que morreu depois de passar por três unidades de saúde em menos de dois dias. Familiares de Miguel Lucca afirmam que houve negligência médica.De acordo com os pais, o menino apresentava vômito, dor, febre e dificuldade para respirar. Na madrugada de quinta-feira (12), ele foi atendido na UPA da Tijuca, na Zona Norte, mas liberado pelos médicos sem a realização de exames complementares.Os pais, então, decidiram levar a criança para a UPA da Rocinha, na Zona Sul, e de lá ela foi transferida para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste. Apesar da transferência de urgência, o pai do menino, Lidson Batista, afirma que ele ficou três horas aguardando no corredor até ser levado para o leito.O menino passou por uma tomografia e, segundo os pais, um médico disse que havia um pequeno problema no pulmão, mas que ele poderia retornar para a UPA. A equipe foi questionada pela família, e uma segunda profissional indicou a internação imediata.Poucas horas depois, porém, Miguel teve uma piora e precisou ser reanimado. A criança chegou a ser entubada, mas morreu na sexta-feira (13).O corpo foi sepultado nesta segunda-feira (16), no Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio.Os pais dizem que só após a confirmação da morte da criança eles foram informados que todo o pulmão do menino estava comprometido por uma pneumonia.A família registrou o caso na Polícia Civil, que investiga a possibilidade de negligência. O laudo do Instituto Médico Legal aponta que ele morreu por pneumonia bacteriana.Em nota, a direção do Hospital Albert Schweitzer lamentou a morte do menino e disse que segue à disposição dos familiares. Segundo a unidade, Miguel recebeu todos os cuidados indicados, mas teve rápida piora e sofreu uma parada cardiorrespiratória devido à infecção.Já a UPA da Tijuca, primeira unidade para onde ele foi levado, disse que o menino foi avaliado com base nos parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde e a equipe não constatou sinais de gravidade.
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