Quentinhas adulteradas eram usadas para entregar drogas e celulares em presídios do RJ
Operação mira organização criminosa que atuava com apoio de funcionários de empresa terceirizada e policiais penais

A Secretaria de Administração Penitenciária começou a testar nesta semana os novos bloqueadores de sinal que vão ser instalados nos presídios do Rio.
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Os testes começaram na segunda-feira (16) e vão até esta quarta (18), no Almoxarifado da Seap, em São Cristóvão, na Zona Norte. Os novos bloqueadores foram contratados para substituir os modelos anteriores, que estão defasados e só bloqueiam até a tecnologia 3G.
Nesta terça-feira (17), uma pessoa foi presa em flagrante durante uma operação da Polícia Civil em conjunto com a Seap contra uma organização criminosa que utilizava quentinhas para entregar drogas, celulares e outros produtos ilícitos em presídios do Rio.
Os agentes cumpriram 31 mandados de busca e apreensão em endereços na Zona Oeste, na Zona Norte, no Centro e na Baixada Fluminense.
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Os investigadores já identificaram pelo menos 16 pessoas suspeitas de participar do esquema. Entre elas, oito policiais penais que teriam facilitado a entrada dos materiais nos presídios.
A delegada Carolina Cavalcante explica que os criminosos aliciavam funcionários da empresa que entregava as marmitas e também agentes penitenciários.
No caminho para a entrega, o veículo desviava a rota para realizar a troca das marmitas certas pelas adulteradas. Já nos presídios, segundo as investigações, policiais penais deixavam de realizar as vistorias necessárias para facilitar a entrada dos materiais.
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As investigações começaram em setembro de 2023, quando agentes da Secretaria de Administração Penitenciária flagraram o motorista de uma van transportando diversas quentinhas adulteradas. Dentro do veículo, foram encontrados 20 kg de drogas, 71 celulares, 19 chips, 96 carregadores de telefone, 96 fones de ouvido e três balanças de precisão. Na época, além do motorista, dois agentes da SEAP também foram presos por terem facilitado a entrada dos bens.
Em nota, a Seap disse que colabora com a investigação e reforçou o compromisso com a legalidade, a segurança e o combate à corrupção no sistema prisional.
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