Roteador apreendido em presídio indica antena na área, afirma especialista
Tecnologia é usada para replicar e ampliar o sinal de uma antena

O equipamento da Starlink, internet via satélite, que foi apreendido pela Secretaria de Polícia Penal no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, é um roteador, segundo especialistas. A tecnologia é usada para replicar e ampliar o sinal de uma antena, sem ser capaz de gerar internet por si só.
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O equipamento estava dentro de uma encomenda enviada por Sedex, que tinha como destinatário um detento do presídio Bangu 4. Durante inspeção por meio de raio-x nesta quarta-feira (12), os agentes visualizaram imagens compatíveis com componentes eletrônicos. Ao abrir o pacote, o policial penal localizou o equipamento escondido dentro de um rádio.
A Secretaria de Polícia Penal divulgou a apreensão como uma mini antena da Starlink. No entanto, especialistas ouvidos pela reportagem afirmam se se trata de um roteador, o que pressupõe a existência de uma antena de internet via satélite já instalada na área.
A reportagem questionou a Secretaria de Polícia Penal se sobre a verificação de uma possível antena da Starlink já instalada no Complexo de Gericinó, mas não teve resposta.
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O diretor de pesquisa e consultoria da empresa IDC, Luciano Saboia, explica o funcionamento o roteador da Starlink.
"O Brasil está chegando a um milhão de assinantes nesse tipo de serviço, que basicamente você só precisa de um ponto de energia elétrica e que a antena tenha visada direta para o céu, nenhuma obstrução entre a antena e o céu. E lá no céu, há uma constelação de satélites de baixa órbita que proporcionam a conectividade à internet. E existem soluções tecnológicas, equipamentos tecnológicos, como mini-roteadores, que ampliam essa conectividade dentro de um ambiente e permitem a conexão de mais dispositivos."
Segundo a Seppen, o detento que iria receber o pacote foi transferido para cumprir isolamento no presídio Bangu 1.
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Na mesma ação desta quarta-feira (12), os agentes também impediram a entrada de 160 gramas de entorpecentes no presídio Bangu 4, além de 31 celulares e cerca de 300 papelotes de drogas em Bangu 2.
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