Setor produtivo debate fim da escala 6x1 em reunião em São Paulo
Entidades empresariais criticam proposta em tramitação no Congresso e alertam para riscos de aumento de custos
O setor produtivo reuniu-se nesta segunda-feira (31) na sede da Fiesp, em São Paulo, para debater a proposta de emenda constitucional que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. O encontro reuniu organizações representativas do comércio, transportes, indústrias, construção civil e serviços com o objetivo de analisar os reflexos da medida na economia.
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O relator do projeto de emenda constitucional no Senado é o senador Omar Aziz, que rejeitou emendas e deve apresentar a proposta para votação na quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça. O projeto prevê a substituição da escala 6x1 pela 5x2, garantindo cinco dias de trabalho e dois de descanso semanal, sem redução salarial, fixando um limite de 42 horas semanais em 60 dias e de 40 horas semanais em 12 meses.
Preocupações do setor empresarial e da construção civil
Segundo entidades patronais, o Congresso está se adiantando em um tema que deveria ser mais discutido para evitar o aumento de custos e o desemprego. O presidente do Conselho Emprego FecomércioSP, José Pastore, avalia que uma votação açodada pode prejudicar o trabalhador.
É incrível que os nossos políticos não estão enxergando que podem prejudicar muito o trabalhador brasileiro, fazendo uma votação assodada como essa.
Na construção civil, a principal preocupação reside na falta de mão de obra. O presidente do Sinduscon, Yorki Estefan, ressalta que o setor enfrentará dificuldades severas.
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Ou a gente vai abrir para uma importação de mão de obra estrangeira, que nós não temos essa possibilidade hoje aqui tão premente no Brasil, ou nós vamos ter que arcar com o aumento de custos e o atraso das obras.
Posição das entidades
Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o debate está contaminado pelo calendário eleitoral. Skaf defende que a discussão ocorra somente após o segundo turno das eleições.
Essa discussão ela pode ser feita, mas depois das eleições. Não pode ter emoção e interesse eleitoral misturado com os interesses verdadeiros do país.
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