Carbono Oculto: Ministério Público revela como chefões fugiram do país
MP aponta uso de fintechs e postos de combustíveis por chefões
O Ministério Público de São Paulo denunciou nove investigados por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica que utilizava fintechs da Faria Lima e postos de combustíveis para ocultar recursos ilícitos.
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Considerada uma das operações mais importantes da história do país no combate à lavagem de dinheiro, a investigação revela detalhes sobre a fuga coordenada de dois dos principais alvos antes do cumprimento de ordens judiciais.
Fuga de chefões e o uso de empresas de fachada
De acordo com os promotores, o vazamento de informações sigilosas facilitou a fuga de Mohamad Hussein Mourad, conhecido como "Primo", e de Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco. Mohamad Hussein Mourad deixou o Brasil pela fronteira com o Paraguai, seguindo posteriormente para a Espanha e para o Líbano. Roberto Augusto Leme da Silva também escapou e é considerado foragido.
Pouco antes de a polícia cumprir as ordens judiciais, computadores e servidores foram retirados de escritórios ligados aos investigados em uma tentativa de ocultar provas. O esquema utilizava empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs na Faria Lima, principal centro financeiro do país, para ocultar dinheiro originado de fraudes no setor de combustíveis.
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Obra faraônica e o avanço das investigações
No relatório da investigação, os promotores destacam a construção de uma nova sede para uma usina do grupo em Catanduva, no interior paulista, classificando o projeto como uma obra "faraônica" que demonstra a intencionalidade expansionista da organização criminosa, regada com dinheiro ilícito. A investigação segue apurando todos os desdobramentos do esquema financeiro.
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