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Greve de educadoras afeta 65% dos alunos de creches em Paulínia

Sem previsão de término, paralisação busca o cumprimento da lei de equiparação salarial e a estruturação de uma carreira docente justa para a categoria

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27/08/2026 14:59 • Atualizado há 4 dias

Greve de educadoras afeta 65% dos alunos de creches em Paulínia

A paralisação das educadoras infantis na cidade de Paulínia (SP), iniciada nesta quinta-feira (27), já impacta mais de 65% dos alunos matriculados nas creches municipais. A mobilização, que não tem previsão de término, busca a igualdade de direitos, valorização profissional e a reestruturação da carreira docente na rede pública.

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De acordo com dados oficiais divulgados pela Prefeitura de Paulínia, o município conta com 1.836 alunos matriculados em creches. Desse total, ao menos 1.200 crianças foram diretamente afetadas pela paralisação das atividades, o que representa 65,36% de impacto em relação ao total de matriculados.

A ação é organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia (STSPMP) e pelo movimento de educadoras "Somos Professoras por Inteiro". A categoria reivindica a aplicação de uma legislação já aprovada que garante às educadoras infantis os mesmos direitos e vencimentos das demais professoras da rede.

Segundo o sindicato, há oito meses tenta-se convencer a administração pública a cumprir a lei. Contudo, na semana anterior ao início da greve, a prefeitura enviou à Câmara Municipal projetos de lei que, segundo a representação das trabalhadoras, não cumprem as determinações legais. O sindicato alega que a proposta do Executivo não realiza a equiparação salarial, deixa incerta a progressão de carreira, exclui professoras afastadas por motivos de saúde e gera insegurança jurídica para a categoria. Além disso, as educadoras enfrentam uma redução salarial acumulada de cerca de 35% desde o ano anterior.

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O que diz a prefeitura sobre as medidas?

"A Prefeitura reforça que o diálogo com o Sindicato e com o Movimento será retomado para a continuidade das discussões sobre a questão financeira, dentro das possibilidades orçamentárias e legais do município, em momento oportuno.

A Administração Municipal lamenta os impactos provocados pela paralisação aos alunos e às famílias e reafirma o compromisso com a valorização dos profissionais da Educação e com a oferta de uma educação pública de qualidade, acessível e responsável para todos os paulinenses".

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