Ministério Público pede que Deolane continue presa
Gaeco aponta risco à ordem pública e cita suspeitos foragidos para defender prisão preventiva

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça, que a influenciadora e advogada Deolane Bezerra continue presa preventivamente no processo da Operação Vérnix, que investiga uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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O pedido foi apresentado durante a revisão obrigatória da prisão preventiva. Pela legislação, a Justiça precisa reavaliar a necessidade da medida a cada 90 dias. Deolane está presa desde 21 de maio de 2026, na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP).
Para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os motivos que levaram à prisão ainda permanecem. A Promotoria afirma que a medida é necessária para preservar a ordem pública e garantir o cumprimento da lei. A denúncia do MP-SP aponta que os investigados fariam parte de uma organização dividida em três áreas: comando, operações e finanças.
Deolane é apontada como integrante do setor financeiro. Segundo os promotores, ela teria participado da movimentação e ocultação de valores que seriam provenientes de atividades ilícitas.
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Ainda de acordo com a acusação, contas bancárias ligadas à influenciadora e a empresas relacionadas a ela teriam sido utilizadas nas operações. O dinheiro também teria sido convertido em bens de alto valor, segundo o Ministério Público.O Gaeco também destacou que dois denunciados continuam foragidos: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
Para o Ministério Público, a situação reforça a necessidade de manter as prisões preventivas como forma de garantir a aplicação da lei penal.A investigação apura uma suposta organização criminosa responsável por movimentar e esconder recursos que teriam origem em atividades ilegais atribuídas ao PCC.
Durante a operação, foram analisados documentos fiscais e bancários, além de relatórios técnicos. Segundo o MP-SP, o material revelou movimentações de grandes quantias e operações destinadas a dar aparência legal aos recursos.
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A acusação também aponta o uso de empresas de fachada e de pessoas que atuariam como intermediárias, conhecidas como “laranjas”, para dificultar a identificação da origem do dinheiro.
As acusações ainda serão analisadas pela Justiça. Os investigados têm direito à defesa e à presunção de inocência.
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