Motoristas de aplicativo são encontrados mortos no RJ e em SP
A rotina de violência e a divisão de territórios por facções criminosas vitimaram dois motoristas de aplicativo no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em ambas as

A rotina de violência e a divisão de territórios por facções criminosas vitimaram dois motoristas de aplicativo no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em ambas as capitais, os trabalhadores desapareceram enquanto realizavam corridas e foram encontrados mortos com marcas de tiro e sinais de violência.
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No Rio de Janeiro, Maicon Alisson Lourenço, de 33 anos, aceitou uma corrida para uma área sob domínio do Terceiro Comando Puro (TCP). Morador de uma região controlada pelo Comando Vermelho (CV), o motorista foi capturado, torturado e executado ao deixar o passageiro no destino. Segundo a polícia, ele foi confundido com integrante da facção rival apenas por residir em uma comunidade controlada pelo grupo adversário.
O alarme sobre o desaparecimento foi dado quando o motorista não compareceu à escola para buscar a filha, como fazia diariamente. O corpo de Alisson foi encontrado dois dias depois. O caso expõe a rotina de medo de trabalhadores que precisam cruzar territórios disputados pelo crime organizado.
Caso semelhante em São Paulo
Em São Paulo, o motorista de aplicativo Rafael Zimbardi Francisco também foi encontrado morto após ficar quase uma semana desaparecido. O veículo da vítima foi localizado na Zona Sul da capital paulista com as placas adulteradas.
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Dentro do automóvel, os policiais encontraram o corpo de Rafael em avançado estado de decomposição, enrolado em um saco plástico e com marcas de disparos de arma de fogo. A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que o trabalhador possa ter sido capturado por integrantes do "tribunal do crime". As autoridades trabalham para esclarecer a motivação do homicídio e identificar os responsáveis.
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