Novas imagens revelam furto milionário de joias em rua de luxo de SP
Quadrilha usou bloqueadores de sinal e perfurou três paredes na Oscar Freire
Novas imagens obtidas pela reportagem mostram os detalhes da ação de uma quadrilha que furtou milhões de reais em joias de uma loja situada na Rua Oscar Freire, famosa região de marcas de luxo e vizinha à Avenida Paulista.
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As gravações reforçam a suspeita da Polícia Civil de que o bando estava altamente equipado e sabia exatamente o que encontrar nos quatro imóveis invadidos durante a operação criminosa.
Ação minuciosa e bloqueio de câmeras
Os registros detalham a passagem dos criminosos por uma segunda loja de roupas, que serviu como rota de acesso até a joalheria. Usando luvas nas mãos para não deixar vestígios, bonés para esconder o rosto e evitando olhar para as câmeras de segurança, os integrantes da quadrilha adotaram estratégias para burlar o sistema de monitoramento:
- Papel alumínio: Utilizado após os suspeitos passarem por buracos nas paredes com o objetivo de dificultar o funcionamento dos sensores.
- Bloqueador de sinal: O bando levou um jammer (equipamento conhecido como "capetinha") para bloquear o sistema de monitoramento à distância.
- Manipulação de câmeras: Usando um rodo e posteriormente uma escada, os criminosos conseguiram virar os equipamentos de gravação e esconder a movimentação.
18 horas no local e comemoração
A invasão teve início às 7h deste domingo (11) e só terminou na madrugada de segunda-feira (12), totalizando 18 horas de permanência dos criminosos nos imóveis. Pelo menos seis pessoas participaram do furto milionário.
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Para chegar ao interior da joalheria, o grupo utilizou ferramentas pesadas, como um martelete próprio para demolir estruturas consistentes, abrindo três paredes com aberturas de aproximadamente 50 centímetros de diâmetro. Já na loja, gavetas e prateleiras foram esvaziadas, com o roubo de peças em ouro e pedras preciosas. O prejuízo ainda não foi calculado pelo estabelecimento.
Após o crime, a quadrilha chegou a abrir uma garrafa de champanhe para comemorar o sucesso da ação. O material foi recolhido pela perícia, que também buscou impressões digitais e vestígios de DNA, como cabelos e saliva, para identificar os autores.
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