Tenente-coronel da PM é preso por esquema de escolta para empresa de ônibus
Investigação aponta que oficial coordenava policiais para proteger diretores de empresa de ônibus ligada ao PCC
Um tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo foi preso suspeito de participar de um esquema de segurança privada clandestina para diretores da Transwolff, empresa de ônibus investigada por ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão foi confirmada durante as apurações conduzidas pelo Ministério Público.
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O oficial, identificado como José Henrique Martins Flores, entregou-se às autoridades no fim de semana e foi levado para o Presídio Especial da Polícia Militar. Com esta ação, a Justiça cumpre o mandado contra o último dos quatro policiais militares denunciados no caso. Os outros três agentes já haviam sido detidos em fevereiro.
Entenda o esquema de escolta
De acordo com as denúncias apresentadas pelo Ministério Público, o tenente-coronel não realizava diretamente a escolta dos diretores da Transwolff. O oficial era o responsável por administrar empresas registradas em nomes de parentes.
Essas empresas emitiam notas fiscais referentes aos serviços de segurança prestados ilegalmente pelos policiais. O esquema contava com a participação de membros da Rota, a tropa de elite da PM paulista, que atuavam na proteção de empresários, familiares e garagens da viação.
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A estrutura da operação
As investigações apontam que o coordenador operacional do esquema era o capitão Alexandre Paulino Vieira. Cabia a ele o recrutamento de policiais e a negociação dos valores com os diretores da Transwolff.
Dois sargentos, Nereu Aparecido Alves e Alexandre Aleixo Romano Cezário, realizavam a segurança armada. Em uma das residências ligadas aos investigados, os agentes recuperaram mais de R$ 1 milhão em dinheiro em espécie.
A Transwolff é investigada há anos por supostas ligações com o crime organizado. A defesa do tenente-coronel não respondeu aos contatos da reportagem, enquanto a empresa nega qualquer vínculo com facções criminosas.
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