Dia Mundial do Cachorro: veja os cuidados para cada fase da vida do pet
Vacinação, controle de parasitas e atenção a mudanças de comportamento são fundamentais da infância à velhice; apenas 30% dos cães fazem check-up anual

Celebrado em 26 de agosto, o Dia Mundial do Cachorro reforça a importância da tutela responsável e dos cuidados com a saúde dos animais de estimação. Ao longo dos anos, as necessidades do pet mudam: a energia intensa de um filhote dá lugar à tranquilidade de um cão idoso, exigindo abordagens preventivas específicas para cada fase.
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Apesar da necessidade de acompanhamento contínuo, dados da Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), revelam que apenas 30% dos cães no Brasil passam por consultas veterinárias preventivas todos os anos.
A médica-veterinária Thalita Souza, gerente de Serviços Técnicos de Animais de Companhia da Zoetis Brasil, detalha os cuidados essenciais para cada momento da vida do cão:
Primeiros meses: vacinas e prevenção precoce
A infância é o momento de construir a imunidade do pet e estabelecer hábitos saudáveis:
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Protocolo de vacinação: Deve ser iniciado logo nas primeiras semanas de vida, com doses e reforços definidos pelo médico-veterinário conforme o histórico e estilo de vida do filhote.
Controle de parasitas: O uso de antiparasitários contra pulgas, carrapatos e vermes deve começar cedo, considerando idade e peso, prevenindo infestações e transmissão de doenças graves.
Adaptação e socialização: As consultas iniciais ajudam a criar um histórico clínico e a orientar sobre nutrição e comportamento.
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Vida adulta: rotina equilibrada e observação de sinais
Na fase adulta, a manutenção da rotina de saúde é fundamental para prevenir doenças crônicas e sobrepeso:
Controle de peso: A obesidade sobrecarrega articulações e o sistema cardiovascular. Alimentação balanceada e exercícios regulares devem ser mantidos.
Atenção à pele: Coceiras persistentes, lambedura excessiva das patas e vermelhidão não devem ser vistas como normais, pois podem indicar quadros crônicos, como a dermatite atópica.
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Mudanças na rotina: Alterações súbitas ou persistentes no apetite, na ingestão de água, no padrão de sono ou no nível de energia exigem avaliação profissional. "Os responsáveis convivem diariamente com o cão e têm papel importante na percepção de mudanças. Não é preciso esperar que um sinal se torne grave para buscar ajuda", orienta Thalita.
Maturidade: envelhecimento não deve ser sinônimo de dor
A transição para a velhice varia de acordo com o porte, raça e histórico do animal. Conforme os anos avançam, avaliações laboratoriais e exames clínicos periódicos ajudam no diagnóstico precoce de alterações visuais, cardíacas, renais e ortopédicas.
Mobilidade e osteoartrite: Hesitação para subir escadas, demora para levantar da caminha ou perda de interesse em passeios podem indicar dor articular decorrente da osteoartrite, e não apenas "sinais normais da idade".
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Adaptações no ambiente: Facilitar o acesso a locais de descanso, usar tapetes antiderrapantes em pisos lisos e adequar a intensidade das caminhadas trazem mais conforto ao cão idoso.
Dia Internacional do Cachorro
O Dia Internacional do Cachorro é celebrado em 26 de agosto em homenagem à data em que a ativista norte-americana e especialista em comportamento animal Colleen Paige adotou seu primeiro cão, "Sheltie", em um abrigo quando tinha 10 anos.
Paige criou a data em 2004 (inicialmente como National Dog Day nos Estados Unidos), e a campanha rapidamente ganhou alcance global, sendo incorporada por ONGs, abrigos e governos em diversos países.
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