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Fogos e buzinas: como proteger os pets nos jogos do Brasil na Copa

“O ruído pode causar alterações no comportamento e, em casos mais graves, até danos auditivos", diz especialista

3 min

22/06/2026 10:39 • Atualizado há 70 dias

Fogos e buzinas: como proteger os pets nos jogos do Brasil na Copa

Enquanto o país entra no clima da Copa do Mundo, cães e gatos podem sentir desconforto com o barulho de fogos, buzinas e celebrações típicas dos jogos da Seleção Brasileira. A atenção dos tutores é fundamental para identificar sinais de estresse e saber como agir em situações intensas.

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Ruídos muito altos fazem o corpo reagir rapidamente em um mecanismo conhecido como “luta ou fuga”. Nesse momento, são liberados hormônios que aceleram os batimentos do coração e a respiração, deixando o organismo em estado de alerta. Se o estresse continua por muito tempo, pode haver liberação de cortisol, um hormônio ligado ao estresse, que em excesso pode prejudicar a saúde e o comportamento.

“O ruído pode provocar alterações no comportamento e na fisiologia dos animais e, em casos mais graves, até danos auditivos. Eles são mais sensíveis aos sons do que os humanos: no caso dos gatos, a audição varia de 48 Hz a 85 kHz, enquanto nos cães vai de 64 Hz a 64 kHz. Também conseguem perceber sons a distâncias bem maiores, cerca de quatro vezes mais do que as pessoas”, afirma Adroaldo José Zanella, professor e médico veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (FMVZ-USP).

O especialista reforça que não há um sintoma único, mas diferentes sinais de desconforto podem surgir em vários estágios. “O animal pode vocalizar e buscar se afastar do ambiente acústico negativo, além de outras mudanças comportamentais. Também pode haver aumento da atividade, da salivação, dos batimentos cardíacos e da frequência respiratória. Em situações de estresse extremo, pode ocorrer até inatividade total. Alterações comportamentais, incluindo agressividade, também podem surgir como resposta ao estresse”.

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Adroaldo José ainda completa: “As experiências negativas podem deixar sequelas. Em casos mais intensos, podem levar a quadros semelhantes ao estresse pós-traumático, com respostas fisiológicas e comportamentais exageradas que comprometem a qualidade de vida dos animais”.

“Em situações de barulho intenso, o comportamento do animal pode mudar rapidamente e o tutor precisa reconhecer esses sinais para agir antes que o quadro de estresse se intensifique”, afirma Alaion Fonseca, médico veterinário e membro da Associação Brasileira de Medicina Veterinária Comportamental (ABMeVeC).

Entre os principais riscos associados a esses episódios estão as tentativas de fuga e acidentes, já que muitos animais entram em pânico e podem escapar por portões, janelas ou sofrer quedas e colisões dentro de casa. “Cada animal reage de uma forma, e forçar o contato ou tentar intervir no momento de maior estresse pode agravar a resposta de medo. O mais indicado é respeitar o espaço do pet e permitir que ele busque um local seguro”, reforça Alaion.

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O que fazer nesses casos?

Muitos tutores podem se desesperar ao tentar socorrer seus animais de estimação. Mas, para que isso funcione de forma efetiva, é importante manter a calma e investir em atividades que ajudem a distrair os pets e reduzir o impacto do barulho, como:

  • oferta de petiscos;
  • enriquecimento ambiental;
  • esconderijos confortáveis, como tocas, camas ou caixas próprias para pets;
  • tapetes olfativos;
  • contato com o tutor.

Lembre-se: caso o cão ou gato apresente sinais fora do padrão esperado para esse tipo de situação, é importante buscar atendimento veterinário. A avaliação de um profissional é sempre recomendada.

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