Brasil vai adotar precauções na agenda com Trump para evitar “pegadinhas”
a diplomacia brasileira prefere não contar com a sorte e prepara uma estratégia cuidadosa para o encontro entre os dois presidentes, previsto para março, em Washington.

O clima entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump é considerado o melhor desde o início do segundo mandato do republicano. A avaliação é compartilhada por integrantes do governo brasileiro e por interlocutores da Casa Branca.
Continua depois da publicidade
Ainda assim, a diplomacia brasileira prefere não contar com a sorte e prepara uma estratégia cuidadosa para o encontro entre os dois presidentes, previsto para março, em Washington.
O formato da reunião ainda não foi definido. Fontes do governo afirmam que Lula recebeu convite para participar de um baile de gala na Casa Branca. Diplomatas, porém, demonstram preocupação com outras etapas da visita, especialmente uma eventual entrevista coletiva no Salão Oval.
Esse tipo de exposição já colocou chefes de Estado em situações constrangedoras no passado, como ocorreu com os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa.
Continua depois da publicidade
Embora no Palácio do Planalto a avaliação predominante seja a de que Trump não deve tentar repetir episódios semelhantes com Lula, a orientação interna é “preparar o presidente para o pior esperando o melhor”.
Boas expectativas
Lula pretende retornar de Washington com acordos concretos, sobretudo nas áreas de cooperação no combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado. Segundo uma fonte do Planalto, a reunião deve servir para consolidar avanços recentes na relação bilateral e abrir caminho para novas parcerias entre os dois países.
Fique por dentro das últimas
notícias
