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Jornal da Band

Dark Horse: Defesa de Flávio pediu transferência de caso para Mendonça

Todos os pedidos formulados pela defesa foram negados

2 min

12/09/2026 22:55 • Atualizado há 35 dias

A defesa do senador Flávio Bolsonaro apresentou quatro petições para tentar retirar a investigação sobre lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção das mãos do ministro Flávio Dino, solicitando que o caso seja remetido ao ministro André Mendonça. Todos os pedidos formulados pela defesa foram negados.

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O parlamentar é investigado há dois meses sob a suspeita de atuar como elo direto de Daniel Vorcaro nas negociações para o financiamento do filme Dark Horse, produção que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a Polícia Federal, o contrato previa aportes de cerca de R$ 134 milhões, montante considerado desproporcional para os padrões do mercado cinematográfico.

Detalhes da relação e despesas sob escrutínio

A investigação da Polícia Federal aponta a existência de oito contatos e trocas de mensagens, ligações e encontros presenciais entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, com articulações que ganharam força no ano anterior. Em uma das conversas registradas em 20 de agosto, Vorcaro combinou um horário e o senador respondeu que estava a caminho, utilizando inclusive uma figurinha com a imagem de Donald Trump.

Documentos da produtora do filme, a Go Up, mostram que as despesas totais de produção somaram quase R$ 21 milhões no Brasil. A investigação detalha gastos de cerca de R$ 1 milhão com o ator Jim Caviezel, que interpretou Bolsonaro, incluindo mais de R$ 700 mil em hospedagem em um hotel de luxo em São Paulo, além de despesas com o aluguel de uma peruca e faturas de cartão de crédito do deputado federal Mário Frias, roteirista e produtor do longa, totalizando quase R$ 137 mil.

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Contatos com empresários e o fundo Heaven Gate

Os relatórios policiais também indicam que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro orientou o empresário Thiago Miranda sobre o envio de recursos aos Estados Unidos para custear o projeto. As mensagens mencionavam que o envio de dinheiro para o exterior pelo sistema atual era viável e que Altieri Santana estaria à disposição para realizar reuniões presenciais.

O fundo Heaven Gate, utilizado para receber os repasses de Daniel Vorcaro, foi criado em 2020 e permaneceu inativo por quatro anos, retomando as movimentações financeiras apenas quando os recursos começaram a decair. Tanto Flávio quanto Eduardo Bolsonaro negam a existência de irregularidades nas operações investigadas pela Polícia Federal.

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