Debate foi contaminado pela disputa eleitoral, diz Schüler sobre 6x1
O cientista político Fernando Schüller analisa a rápida tramitação da PEC na Câmara dos Deputados, apontando falta de rigor técnico e forte influência do calendário eleitoral
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho 6x1 avançou na Câmara dos Deputados em um ritmo acelerado, mas não sem levantar críticas severas de especialistas. Em entrevista à BandNews, o cientista político Fernando Schüler classificou o debate como um "concurso de demagogia", contaminado pelo clima pré-eleitoral e pela ausência de estudos profundos sobre os impactos econômicos da medida.
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Segundo Schüller, a discussão no plenário foi marcada por acusações mútuas e falta de fundamentação técnica. Ele destacou que a oposição, em um movimento de provocação, chegou a aderir à escala 4x3 (quatro dias de trabalho por três de descanso), originalmente proposta pela deputada Erika Hilton.
Expectativas para o Senado
Com a provável aprovação na Câmara, os olhos se voltam agora para o Senado Federal. Schüler acredita que, embora o tom possa ser "mais ameno", o debate dificilmente será pautado por uma análise econômica rigorosa.
"O que o Senado pode fazer é modular o projeto", projeta Schüller. Entre as possíveis alterações estão a revisão de prazos para implementação, a definição de setores essenciais que ficariam fora da regra e ajustes na linha de corte salarial proposta pelo relator.
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