Deputados da oposição protocolam pedido de impeachment contra Mauro Vieira
Representação acusa o chanceler de crime de responsabilidade pela ausência em seis convocações da Comissão de Relações Exteriores em 2026.

Um grupo de parlamentares da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta quarta-feira (15) uma representação para o pedido de impeachment do ministro de Estado das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
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O documento, configurado como notitia criminis, argumenta que o chanceler cometeu crime de responsabilidade ao ignorar sucessivas convocações da Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre temas estratégicos, como o ‘tarifaço’ imposto pelos Estados Unidos e a política externa brasileira.
O pedido é assinado pelos deputados federais Marcel Van Hattem (Novo-RS), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), General Girão (PL-RN), Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), Daniela Cristina Reinehr (PL-SC), Sargento Fahur (PL-PR), Pastor Eurico (PSDB-PE), Rodrigo Santana Valadares (PL-SE), Marco Feliciano (PL-SP), Carla Dickson (PL-RN), Alfredo Gaspar de Mendonça Neto (PL-AL), Mario Frias (PL-SP), Ricardo Salles (Novo-SP) e Helio Lopes (PL-RJ).
Alegada fragilidade nas justificativas
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A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou, ao longo do primeiro semestre de 2026, seis requerimentos de convocação visando esclarecimentos sobre assuntos determinados. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores solicitou o adiamento dos comparecimentos para agosto, alegando a "variedade dos temas" como entrave. Para os autores da representação, a justificativa é genérica e não apresenta impedimento real, como doença ou missão oficial, descumprindo o dever constitucional de prestar contas ao Parlamento.
O senador Carlos Viana, que não é autor do pedido, criticou duramente a postura do Ministério: "Ministro de Estado que despreza a Casa que representa o povo comete crime de responsabilidade, e isso não vai passar em branco". O grupo defende que a omissão não deve ser tolerada, uma vez que o comparecimento não é uma opção, mas um dever jurídico para o equilíbrio entre os poderes. A representação foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República, que deverá analisar se há elementos suficientes para oferecer denúncia perante o Supremo Tribunal Federal.
“O tarifaço foi criado pelo próprio governo Lula. Quando chegou a hora de resolver, ninguém foi. Quem foi aos Estados Unidos e representou o Brasil com altura foi o Flávio Bolsonaro. Agora o governo quer jogar a culpa no Flávio e no meu irmão Bolsonaro. A culpa é de quem criou o problema e depois virou as costas. O povo paga a conta do tarifaço, e o Brasil não pode ficar refém de gente que erra e depois foge da responsabilidade. Prestar contas não é favor, é dever. Vamos até o fim” finalizou Viana.
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