Renan diz não se arrepender de falas contra Lula, mas que não repetiria
Durante o debate promovido pela Band, Renan Santos atacou o presidente Lula e o chamou de ‘bêbado’ e ‘ladrão’, entre outros xingamentos, o que motivou uma ação do petista no TSE
O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, disse nesta quinta-feira (27) que não se arrepende das falas feitas no debate da Band do último domingo (23), mas afirma que não repetiria a postura em um novo debate.
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Durante a sabatina promovida pelo O Globo, Valor Econômico e CBN nesta quinta, o presidenciável afirmou que estava "verdadeiramente revoltado" com a ausência dos candidatos à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na ocasião, Renan Santos atacou o presidente Lula e o chamou de "bêbado" e "ladrão", entre outros xingamentos, o que motivou uma ação do petista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ao ser questionado sobre se teria se arrependido, ele disse que não. "Eu não me arrependo de nada, não me arrependo sequer dos meus erros, eu não os repetiria quando eu considerá-los um erro", disse. Em seguida, afirmou que não teria a mesma postura em um novo debate eleitoral.
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Lula aciona TSE
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, protocolou nesta quarta-feira (26) duas ações contra Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) por falas dos candidatos durante o debate presidencial promovido pela Band no último domingo (23). O petista não compareceu.
Caiado tentou associar Lula às investigações em andamento na Polícia Federal contra seu filho Fábio Luís Lula da Silva e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro por suposto tráfico de influência.
Também buscou igualar o caso com a apuração contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo financiamento do filme "Dark Horse".
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"O escândalo do filme Dark Horse, amplamente divulgado pela mídia, não guarda qualquer tipo de vínculo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não obstante, o representado utiliza-se de um trocadilho para criar uma falsa associação e, consequentemente, confundir o eleitorado", disse a equipe jurídica na peça.
Renan atacou o presidente e o chamou de "bêbado" e "ladrão", entre outros xingamentos. No mesmo debate, o candidato sugeriu que Lula teria companhias melhores do que a da primeira-dama Janja da Silva. Depois, a primeira-dama divulgou nota repudiando as falas, que defende serem um ato de misoginia.
"Inequívoca, assim, a manobra perpetrada pelo candidato e pelo partido político para, extrapola os limites do debate político legítimo, atingir a honra e a reputação de Luiz Inácio Lula da Silva na medida em que lhe foram dirigidas imputações, imputações essas depois replicadas nas redes sociais, que consistem em calúnia, em difamação e em injúria", afirmou a equipe de Lula.
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A campanha do petista pede que conteúdos feitos pelas equipes de Caiado e Renan com base nos vídeos do debate sejam tirados do ar. Também cobra que os dois candidatos sejam multados em R$ 30 mil por esses conteúdos.
*Com Estadão Conteúdo.
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