2026

Schüler: Neutralidade do PP expõe partidos sem ideologia no País

Recuo do partido na chapa de Flávio Bolsonaro revela legendas sem consistência ideológica e o peso do dinheiro público nas campanhas

2 min

01/08/2026 00:55 • Atualizado há 31 dias

O quase final de semana foi marcado por dois movimentos em sequência. Primeiro, a aceitação da ex-ministra e senadora Tereza Cristina para compor a chapa de Flávio Bolsonaro como candidata a vice-presidente da República.

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Horas depois, no dia seguinte, uma nota do Partido Progressista informava que não autorizava a indicação: consultadas as bases e os diretórios regionais, o partido optou por ser neutro nas eleições, junto com a federação e com o União Brasil.

Um dos maiores partidos do Brasil, no centro do chamado centrão da vida política brasileira, neutro na disputa. O que isso significa? Há, de um lado, um ganho para a candidatura de Flávio com a manifestação de intenção de Tereza Cristina — uma liderança respeitada no agronegócio e no Congresso, por sua experiência e capacidade de gestão.

Seria um aval importante e uma opção de peso para a vice-presidência. Flávio Bolsonaro, talvez, tenha perdido o timing dessa negociação já há algum tempo.

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O episódio revela dois pontos que deveriam preocupar a sociedade brasileira. Em primeiro lugar, a fragilidade dos partidos políticos. No Nordeste, apoiam a esquerda; no Centro-Sul, a direita; de um lado vão com Lula, de outro com Flávio Bolsonaro.

São legendas sem nenhuma consistência ideológica. Que credibilidade esses partidos têm diante do eleitorado, com essa flacidez de visões sobre a política brasileira?

O segundo ponto é o peso do dinheiro nas campanhas, sobretudo do fundão eleitoral. O foco é fazer bancada na Câmara dos Deputados justamente para ampliar a fatia do fundo, em detrimento dos projetos nacionais, porque manter uma candidatura majoritária custa caro.

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É mais um exemplo do efeito perverso da montanha de dinheiro público que se tem nas eleições brasileiras.

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