Advogados pedem à PF apuração sobre vazamento de dados de duas operações
Dados das operações Sem Desconto e Compliance Zero teriam sido usados pela campanha de Flávio Bolsonaro
Os advogados Reinaldo Santos de Almeida e Marco Aurélio de Carvalho --esse último defensor do filho do presidente Lula, o Lulinha-- pediram à Polícia Federal uma investigação para descobrir quem teve acesso a documentos sigilosos das operações Sem Desconto e Coompliance Zero e como esse material chegou à imprensa.
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O pedido cita o senador Rogério Marinho (coordenador de campanha de Flávio), o deputado Alfredo Gaspar e o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Documento foi endereçado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Os advogados, que fazem parte do grupo Prerrogativas, querem que a PF reconstrua o caminho percorrido pelos documentos, desde a Polícia Federal, passando pelo Supremo Tribunal Federal e pela CPMI do INSS. A ideia é identificar quem acessou o material, quando isso aconteceu e se os documentos divulgados vieram de alguma dessas cópias.
Entre as medidas pedidas estão a análise de registros eletrônicos, imagens de câmeras e registros de acesso à sala-cofre da CPMI, além de uma perícia para comparar o material divulgado com os documentos originais.
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Os advogados afirmam que não querem investigar jornalistas nem descobrir fontes da imprensa. O objetivo, segundo eles, é identificar a origem dos vazamentos.
O pedido também aponta que informações sigilosas teriam sido divulgadas e usadas por integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro durante o período eleitoral. Por isso, os advogados pedem ainda que a Justiça Eleitoral investigue se houve abuso de poder político ou uso indevido dos meios de comunicação.
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