Aécio atende apelo de partidos e retoma conversas para concorrer ao Senado
Dirigentes de PSDB, Cidadania e PDT fazem apelo para que Aécio Neves entre na corrida eleitoral após retirada de Marcelo Heringer

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, retomou nesta semana conversas para ser candidato ao Senado por Minas Gerais nas eleições deste ano, depois de a federação formada por PSDB, Cidadania e PDT em Minas divulgar na quarta-feira (26) um apelo público para que ele reconsidere a decisão de encerrar, após quatro décadas, a sequência de mandatos eletivos.
Continua depois da publicidade
Apelo das siglas mineiras
Em nota conjunta, o PDT mineiro e a Federação PSDB Cidadania afirmam ter recebido manifestações de correligionários, prefeitos, vereadores, deputados e militantes de várias regiões do Estado em favor da candidatura do tucano ao Senado.
O documento é assinado pelo presidente do PDT em Minas, Mário Heringer, e pelo presidente da federação tucana, Paulo Abi-Ackel. Para os dirigentes, Aécio deve 'rever sua decisão e aceitar disputar novamente uma cadeira no Senado Federal' pelo Estado.
Aécio, escute esse chamado. Minas precisa de você no Senado
Conversas com Kalil e prazo legal
Segundo o Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a assessoria de Aécio informou que ele mantém contato com Alexandre Kalil, candidato do PDT ao governo de Minas apoiado pela federação. A decisão sobre entrar ou não na corrida para o Senado pode sair até sexta-feira (28).
Continua depois da publicidade
De acordo com o calendário eleitoral, partidos, federações e coligações têm até 20 dias antes do primeiro turno - neste ano, até 14 de setembro - para solicitar a substituição de candidaturas aos cargos majoritários e proporcionais. A troca depende de renúncia do candidato original ou de decisão da Justiça Eleitoral que o declare impedido.
Saída de Marcelo Heringer e cenário nas pesquisas
Também na quarta-feira (26), o PDT de Minas anunciou a retirada da candidatura de Marcelo Heringer ao Senado, em movimento já protocolado na Justiça Eleitoral. Marcelo é irmão de Mário Heringer e aparecia com 1% das intenções de voto, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada na quinta-feira (27).
Para lideranças da federação e do PDT, a saída de Marcelo abre espaço para um nome com maior capilaridade política e experiência nacional, como Aécio. Elas avaliam que a entrada do presidente do PSDB na disputa poderia fortalecer a chapa de Kalil e oferecer, no Senado, a representação que consideram necessária para enfrentar a crise fiscal de Minas Gerais.
Continua depois da publicidade
Com informações do Estadão Conteúdo.
Fique por dentro das últimas
notícias
