Eleições

Alckmin acusa PL de apoiar fim da escala 6x1 por medo eleitoral

Vice-presidente afirma que oposição planeja alterar a medida posteriormente

2 min

15/10/2026 12:52 • Atualizado há 2 dias

Alckmin acusa PL de apoiar fim da escala 6x1 por medo eleitoral

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que integrantes do PL apoiaram a proposta pelo fim da escala de trabalho 6x1 motivados por "medo eleitoral". Segundo ele, a intenção do grupo é modificar a medida em um momento posterior. A declaração foi feita durante entrevista coletiva concedida em Salvador, antes de um encontro com empresários baianos.

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"Na realidade, nós sempre defendemos. O presidente Lula sempre defendeu. Eles votaram por medo eleitoral e tem a ideia de mudar em seguida. Essa é a realidade. Então vamos ficar atentos, ficar atentos com a verdade", disse Alckmin.

A manifestação ocorre após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciar, na terça-feira (13), que votaria a favor do fim da escala 6x1 — proposta aprovada pelo Senado na quarta-feira (14) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado. Anteriormente, o senador havia classificado a medida como "oportunista".

Apesar da mudança de posicionamento, reportagens apontaram que Flávio já estaria sinalizando a aliados e ao setor empresarial a intenção de rever a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) caso seja eleito presidente.

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Defesa de ajuste fiscal focado em privilégios e supersalários

Durante a coletiva, Alckmin também abordou a pauta econômica e defendeu a realização de um ajuste fiscal focado no combate a supersalários, privilégios e desperdícios, sem que haja prejuízo aos aposentados.

"Ajuste fiscal, nós defendemos. Agora, não é possível você fazer um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado", declarou. "Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de 300.000 e 400.000 reais, de desperdício", acrescentou o vice-presidente.

Crescimento econômico e controle de despesas

Alckmin ressaltou que o controle de gastos públicos precisa ser acompanhado pelo crescimento da economia e da geração de empregos para melhorar a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB).

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Ele rejeitou a adoção de medidas de austeridade que conduzam o país à recessão e ao desemprego ou que transfiram o custo do ajuste fiscal para a classe média e a população de menor renda.

"Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, a economia crescer e segurar despesa. Aí você melhora a relação dívida PIB", afirmou.

Com Estadão Conteúdos

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