Alckmin prevê alta de 17% nas exportações com reforma tributária em 15 anos
Durante encontro com empresários em Salvador, ele criticou a complexidade do sistema de impostos brasileiro

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quinta-feira (15) que a reforma tributária pode elevar os investimentos no Brasil em 14% e as exportações em 17% ao longo de 15 anos. Durante encontro com empresários em Salvador, ele criticou a complexidade do sistema de impostos brasileiro, que classificou como um "manicômio tributário", e defendeu a simplificação das regras.
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Alckmin citou um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para sustentar a projeção de crescimento dos investimentos. Segundo ele, a reforma também deve aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional ao eliminar a cobrança de tributos acumulados ao longo da cadeia produtiva.
"Você tá exportando imposto e perdendo competitividade, isso acaba com a reforma tributária. Ela desonera totalmente a exportação", afirmou. O vice-presidente também destacou a unificação de cinco tributos sobre o consumo em um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Durante o discurso, disse que os alimentos da cesta básica ficarão isentos de impostos a partir de 1º de janeiro.
"A partir de 1º de janeiro, cesta básica, Jerônimo, zerada, alimento não pagará imposto no Brasil. Simplifica, cinco tributos vira um IVA. A Europa fez isso há 40 anos atrás, imposto de valor agregado", declarou.
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Alckmin projetou que o Brasil deve registrar um novo recorde de exportações em 2026. Ele também citou um crescimento de 30% nas vendas brasileiras para a Europa em cinco meses, sem detalhar no discurso o período exato nem a base de comparação.
Para o vice-presidente, a redução do chamado custo Brasil depende também de investimentos em infraestrutura e logística. Ele ressaltou que a distância entre áreas produtoras e portos representa um desafio para o escoamento da produção nacional. Alckmin afirmou ainda ter recebido um documento com propostas de empresários baianos e disse que levaria as sugestões adiante.
Ao abordar a relação entre preservação ambiental e produção agrícola, o vice-presidente rejeitou a ideia de que as duas agendas sejam incompatíveis. Ele defendeu a conciliação entre a proteção dos biomas e o aumento da produção no campo. "O que está na briga política é vaidade. É poder. É dinheiro. Preservamos o bioma e batemos recordes de produção agrícola", acrescentou Alckmin.
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