Brasileiros da Academia do Oscar manifestam preocupação com eleição
Grupo pede atenção internacional ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro
Cinquenta e oito membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela organização do Oscar, assinaram uma carta aberta em que manifestam preocupação com o cenário político do Brasil e pedem atenção internacional ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. O documento foi publicado inicialmente na revista americana Variety.
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Os profissionais do audiovisual, incluindo o ator Wagner Moura e cineastas como Kleber Mendonça Filho e Fernando Meirelles, citam suspeitas de interferência estrangeira, possíveis distorções no alcance de conteúdos políticos nas plataformas da Meta e denúncias de pagamentos a eleitores.
“Sob a administração anterior, a indústria audiovisual brasileira sofreu com o fechamento do Ministério da Cultura, a suspensão do Fundo do Setor Audiovisual, o enfraquecimento das instituições culturais e as acusações de censura. Tememos um retorno a esse cenário”, diz o texto.
O grupo também criticou propostas do candidato Flávio Bolsonaro (PL), incluindo a elaboração de uma nova Constituição e a concessão de anistia ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.
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Os signatários pedem que a imprensa internacional acompanhe o processo eleitoral com rigor e que instituições competentes investiguem as denúncias de forma independente. Também alertam para o risco de retrocessos na indústria audiovisual brasileira em caso de mudanças nas políticas culturais.
“Consideramos os acontecimentos no Brasil como parte de um padrão mais amplo de suposta interferência eleitoral em toda a América Latina. A defesa da democracia brasileira deve, portanto, depender não apenas do povo brasileiro, por meio de eleições livres, justas e transparentes, mas também da vigilância e do engajamento da comunidade internacional”, destaca o documento.
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