Caiado, Cury e Renan falaram sobre diplomacia durante debate; veja como foi
Candidatos divergem sobre relação com EUA, China e potências e defendem reinserção autônoma do Brasil na geopolítica
A Band realizou o primeiro debate presidencial das Eleições 2026, neste domingo (23), e no bloco de relações internacionais, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) apresentaram visões distintas.
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Caiado acusou o Itamaraty de agir como "porta-voz do PT" e de criar impasses com o governo do presidente americano Donald Trump; Cury defendeu uma diplomacia pragmática e pacífica com Estados Unidos e China, rejeitando subserviência; e Renan propôs que o Brasil negocie de igual para igual com potências como EUA, China, Rússia e Índia, em uma estratégia de reinserção autônoma na geopolítica.
Cury analisa juros e tarifas sob Donald Trump
Ao analisar a relação com os Estados Unidos sob Donald Trump, Augusto Cury criticou o aumento de barreiras comerciais e classificou como "crueldade" a cobrança de tarifas que, segundo ele, somam 37,5% sobre produtos brasileiros.
Para o candidato, o tarifaço não é apenas uma questão comercial, mas resposta a desequilíbrios internos da economia americana.
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"Os Estados Unidos devem cerca de 40 trilhões de dólares, 122% do PIB. Por detrás desse tarifaço, há um desespero enorme em resolver as contas públicas federais americanas", afirmou Cury.
Ele disse que, se eleito, manterá relações de alto nível com EUA e China, rejeitando qualquer relação de submissão, e prometeu modernizar as embaixadas em "Embaixadas 4.0" para promover ciência, tecnologia e biotecnologia brasileiras.
Caiado critica diplomacia atual e busca acordos
Ronaldo Caiado direcionou críticas à política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o presidente estaria "doido para criar o impasse" com Donald Trump ao provocar o líder americano em declarações públicas e ao sugerir mudanças em moedas de referência, o que, na visão do candidato, desvia o foco dos problemas internos do país.
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O ex-governador afirmou que o Itamaraty abandonou a atuação técnica para se tornar "simplesmente porta-voz do PT".
Caiado prometeu resgatar a capacidade de negociação da chancelaria e usar os diferenciais brasileiros para firmar novos acordos. Ele citou como trunfos os recursos de energia, grãos e água doce e defendeu que o Brasil volte a "debater em grande nível" para ampliar mercados sem criar conflitos desnecessários.
Renan defende negociações de igual para igual
Renan Santos, por sua vez, criticou as diretrizes diplomáticas de governos de esquerda e direita. Ele acusou o projeto petista de colocar o Brasil "de joelhos para a China", ao reforçar o papel de exportador de minérios e grãos, e afirmou que o bolsonarismo "puxa o saco do Donald Trump" sem apresentar um plano de liderança regional.
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Como alternativa, Renan defendeu que o país sente "à mesa" em condição de igualdade com Estados Unidos, China, Rússia e Índia.
O candidato propôs um projeto de Estado de longo prazo para colocar o Brasil entre as cinco maiores economias do mundo, com investimentos em pesquisa de terras raras, desenvolvimento de tecnologia própria e participação competitiva na área de inteligência artificial.
Quando será o próximo debate eleitoral?
Serão três debates presidenciais antes do primeiro turno das Eleições 2026. Confira o cronograma:
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- 14 de setembro: Debate organizado em formato de pool por um consórcio de veículos de imprensa que inclui CNN Brasil, SBT e revista VEJA.
- 27 de setembro: Encontro promovido pela Record.
- 1º de outubro: TV Globo encerra debates antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.
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