Coligação aciona TSE por criptomoeda pró-Flávio e vídeo manipulado de Lula
A Coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição de Lula, acionou a Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (8), contra a distribuição de criptoativos

A Coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição de Lula, acionou a Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (8), contra a distribuição de criptoativos vinculados à campanha de Flávio Bolsonaro e contra a publicação de um vídeo manipulado atribuído ao presidente. As medidas questionam o uso de vantagens financeiras na promoção de candidaturas digitais e a adulteração de gravações para atribuir ofensas religiosas ao candidato petista.
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Criptoativos e oferta de recompensas
A primeira denúncia apresentada à Procuradoria-Geral Eleitoral envolve a criação do Brasil 22 Token (B22), ativo virtual lançado para impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Registrado nos Estados Unidos e mantido sob proteção de privacidade, o projeto prometia distribuir 30 mil tokens para as primeiras mil pessoas que divulgassem conteúdos da iniciativa nas redes sociais até 26 de outubro, dia seguinte ao segundo turno.
A representação aponta que uma carteira digital ligada ao projeto transferiu 120 milhões de tokens, avaliados em aproximadamente R$ 104,5 mil no momento da denúncia, para o grupo infantil de dança ugandense HypersKids. Pouco depois, o perfil do grupo publicou um vídeo de crianças vestidas com camisetas do ativo pedindo votos para o candidato do PL. Segundo a coligação, o projeto movimentou cerca de R$ 1,06 milhão em 24 horas e teve como apontado idealizador o empresário Kevim Flores, que prometia valorização superior a 3.000%.
Diante do caso, a coligação protocolou notícia de fato (PGR-00461288/2026) pedindo a investigação de possíveis crimes eleitorais, como compra de votos e uso de estrutura comercial para propaganda, além da preservação de dados e solicitação de cooperação jurídica com autoridades norte-americanas. Também foram ajuizadas ações por abuso de poder econômico e comunicação aos órgãos de proteção à infância.
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Manipulação de vídeo e reincidência
A segunda ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem como alvo o empresário Pablo Marçal, integrante da campanha de Flávio Bolsonaro. A coligação solicita a remoção de um vídeo publicado no Instagram que utiliza trechos editados de uma ligação telefônica de 2016 entre Lula e Eduardo Paes para sugerir que o presidente teria chamado evangélicos de "bando de filho da p*".
Na gravação original, o xingamento descontextualizado referia-se a investigadores do Ministério Público, e não a fiéis religiosos. A montagem também atribui a Lula frases proferidas por Paes para afirmar que o presidente "não gosta de pobre". A publicação já somava 116,9 mil curtidas e 4,2 mil comentários quando o material foi coletado para a ação.
Esta é a quarta representação apresentada contra Marçal em pouco mais de uma semana por conteúdos apontados como manipulados. Distribuída à ministra Estela Aranha, a nova petição pede a remoção imediata do conteúdo, a proibição de novas republicações e a aplicação da multa máxima prevista na legislação eleitoral.
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